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Política

JOSÉ ROBERTO ARRUDA
Um novato no mundo da bola
O líder do governo no Senado, que não joga nem nunca foi cartola, ajudou a criar as duas CPIs que investigam o futebol brasileiro, é casado com atriz 11 anos mais jovem e tem sete filhos, quadro deles adotados

Cecília Maia

André Durão
 
  José Roberto Arruda: necessidade de investigações

O senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), 46 anos, não é bom de bola e há anos não entra em campo. Mesmo assim levantou a arquibancada ao instalar duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para apurar irregularidades nas jogadas do futebol brasileiro. Foi um gol de placa contra o time dos maiores cartolas do País, um lance que ninguém esperava. Nem ele mesmo.

A disputa começou por causa de um time ainda sem tradição, o Gama, que perdeu o direito de permanecer na primeira divisão do campeonato brasileiro por uma alteração nas regras feita pela CBF para beneficiar o Botafogo do Rio. Arruda entrou na Justiça para garantir o direito do Gama e procurou o presidente da Confederação, Ricardo Teixeira. “Ele fez pouco caso do assunto, achou até graça”, lembra.

O senador, então, usou da pressão política. Ameaçou instalar uma CPI do futebol. Deu certo. O Gama voltou para a primeira divisão, Arruda ficou de bem com a maior torcida do Distrito Federal, onde está sua base eleitoral, e os cartolas ainda tiveram de engolir não uma, mas duas CPIs: a da Nike, na Câmara, investiga o contrato entre a empresa multinacional e a CBF, e a do Futebol, no Senado, apura desvios de dinheiro, sonegação e outras ilegalidades nas transações de jogadores.

Arruda cabalou votos entre os colegas parlamentares para garantir a abertura da CPI da Câmara e foi escalado como relator da CPI do Senado. “Cada vez que eu tinha contato com os dirigentes da CBF, eu percebia a necessidade de investigações”, diz ele. “No primeiro encontro com Ricardo Teixeira tive a mesma sensação de quem chega à cabine de um avião e percebe que o piloto está bêbado.”

André Durão
O senador pode montar um time de basquete com o número de filhos que tem: três, do primeiro casamento, e quatro adotivos. Confira a escalação familiar: Marcelo (1), Karina (2), Bruna (3), Eduardo (4), José Roberto Arruda (5), Marcos (6), Fernando (7) e a atual esposa a atriz Mariane Vicentine (8). O filho Rodrigo, de 23 anos, é o único desfalque na foto

CASADO COM ATRIZ Afilhado político do governador Joaquim Roriz, de quem foi secretário de Obras antes de tentar vôo próprio, o senador tucano está em seu primeiro mandato político, mas teve o que se pode chamar de uma ascensão meteórica. Ele chegou ao Senado no início de 1995 e apenas dois anos depois foi escolhido líder do governo no Congresso, um dos cargos de maior prestígio no Parlamento. “Sou amigo pessoal do presidente Fernando Henrique Cardoso”, diz o senador. “Acho que ele confia em mim.”

A ciumeira entre os colegas é grande. Arruda tem livre trânsito no Planalto e dispõe do apoio de 15 funcionários no gabinete oficial. Mas o senador dribla tudo com seu jeito mineiro de escorregar aqui, escapulir ali e dar tapinha nas costas de todos. “O meu segredo é fazer política por idealismo”, diz. “Não tenho empresas e nem estou ligado a qualquer segmento econômico. Só tenho uma fonte de renda: a do Senado.”

Mineiro de Itajubá, José Roberto Arruda gosta de jogar em várias posições. Formado em engenharia, ele se aventurou na literatura ao escrever Lúcia, a Mãe de Glauber (Geração Editorial, 260 páginas), biografia da mãe do mais polêmico cineasta do Brasil. Ele também chama a atenção por ser casado com uma das atrizes mais bonitas da capital do País. Mariane Vicentine, 35 anos, já atuou em várias novelas da Rede Globo e hoje roda o Brasil protagonizando a peça Comunhão de Bens, de Alcione Araújo.

Felipe Barra
 
  Com a mulher, Mariane Vicentine: um "companheirão"

CIÚME CONTROLADO Com sorriso encabulado, o senador confessa: “Acho que foi amor à primeira vista”. Ele conheceu Mariane no camarim do Teatro Nacional de Brasília. “Ela era noiva, mesmo assim começamos a sair e já estamos juntos há oito anos.” O casal, quando muito, se encontra uma vez por semana. Mariane mora no Rio. “Esse tipo de casamento é bom porque nunca cai na rotina”, diz ele.

A atriz participa ativamente da vida política do marido. Durante as campanhas ou convenções do PSDB, Mariane é figura marcante, daquelas que vestem a camiseta e seguram a bandeira atrás do companheiro. “Leio os jornais, acompanho a carreira dele e torço sempre”, diz ela. “Se morasse em Brasília, talvez não tivesse tanta disposição.” O senador afirma que não sente ciúmes nem mesmo dos beijos ardentes dados por ela nos palcos ou na telinha. “Vejo isso como o trabalho dela, que aliás admiro muito”, arremata ele, que não perde uma estréia da esposa e é um dos maiores críticos que ela poderia encontrar. “Ele acompanha tudo, dá dicas, analisa. A decisão final é sempre minha e depois de tomada ele fica do meu lado. É um companheirão”, diz Mariane.

É o segundo casamento do senador, que durante 20 anos viveu ao lado da namorada de infância Ângela Arruda. Com ela teve três filhos: Bruna, 23 anos, Marcos, 20 anos, e Fernando, 14 anos. Em 1987, abalado com a morte por acidente de carro do grande amigo Carlos Antunes, adotou os três filhos dele: Rodrigo, 23 anos, Eduardo, 22 anos e Karina, 20 anos. Como se isso não bastasse, o senador ainda adotou o sétimo filho, Marcelo, 16 anos, um menino de origem pobre da periferia de Brasília que um dia lhe pediu óculos. “Mandei fazer os exames e o problema era fome”, conta Arruda. “Colhi informações e pude perceber que era um bom garoto. Resultado: ele está comigo há seis anos. É um ótimo aluno.” Perguntado se ainda pretende ter filhos com a atual mulher, o senador solta risada: “Eu já estou satisfeito. Só se ela quiser.”

 Amigo do presidente Fotos: Felipe Barra
José Roberto Arruda foi eleito senador pelo Distrito Federal em 1994. Antes, foi chefe do gabinete civil e secretário de Obras do governo Joaquim Roriz, em Brasília, quando se aproximou de Ulysses Guimarães, em 1991 (1). Em 1997, virou líder do governo no Congresso e se aproximou do deputado Luís Eduardo Magalhães (2). Hoje, ocupa a liderança do governo no Senado e tem contato freqüente com FHC (3): “Sou amigo pessoal do presidente”, diz o senador

 A bancada dos cartolas Fotos: Reprodução 
Luciano Bivar,
55 anos, é deputado pelo PSL-PE e presidente do Sport Clube de Recife. Pretende criar a Liga de Futebol do Nordeste. Para tal, precisa do apoio político da CBF.
Zezé Perrella,
43 anos, deputado pelo PFL-MG, é presidente do Cruzeiro. Foi um dos negociadores do contrato assinado entre o clube e a multinacional HTMF.
Jaime Martins,
47 anos, deputado pelo PFL-MG, é empresário, conselheiro do Cruzeiro Esporte Clube e irmão do presidente do Guarani de Divinópolis.
Eurico Miranda,
56 anos, é deputado pelo PPB-RJ e presidente eleito do Vasco da Gama. Defende os interesses dos grandes clubes e advoga a renúncia de Ricardo Teixeira.
Maguito Vilela,
51 anos, senador pelo PMDB-GO, foi vice-presidente da Federação Goiana de Futebol e vice-presidente da CBF para a região Centro Oeste até o último mandato.

 

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