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Esporte

EDVALDO SOUZA
Icaro da Rocinha

Ex-flanelinha da Praia do Pepino, Valtinho conquista o Campeonato Internacional de Vôo Livre com asa delta emprestada

Luís Edmundo Araújo

Mirian Monteiro
 
Valtinho em ação: "era cobaia dos pilotos que iriam começar a dar vôos duplos"  

O Campeonato Internacional de Vôo Livre realizado entre os dias 20 e 22 de outubro, no Rio de Janeiro, reuniu as maiores pilotos do mundo. Feras como o tricampeões mundiais Thomas Suchaneck, da República Tcheca, e Manfred Ruhmer, da Itália, os brasileiros campeões mundiais por equipe Luiz e Carlos Niemeyer, e outros 59 competidores de primeira linha. Nenhum deles, porém, foi capaz de vencer um ex-flanelinha, nascido e criado na favela da Rocinha, a maior da América Latina. Para competir, ele teve que pedir uma asa emprestada – a mais barata custa US$ 3,5 mil.

Edvaldo Souza, o Valtinho, 30 anos, começou a freqüentar a Praia do Pepino, onde os pilotos aterrissam depois de saltar da Pedra Bonita, aos 10 anos. Nessa época, ajudava o pai a vender refrigerantes na praia. Da areia, passou para o calçadão, onde guardava os carros dos banhistas por alguns trocados. A nova função o aproximou dos pilotos. “Eu ajudava a desmontar as asas do pessoal”, lembra. Uma outra função serviu para que Valtinho desse seus primeiros vôos aos 13 anos. “Eu era cobaia para os pilotos que iriam começar a dar vôos duplos. Saltava com eles para testar a asa e todo o material.”

Mirian Monteiro
 
 
Edvaldo segura a flanela no calçadão da Praia do Pepino

Hoje, os vôos o sustentam. Ele comprou um parapente, espécie de pára-quedas usado para vôos, e cobra R$ 120 para quem quiser voar com ele. Edvaldo só larga o equipamento, de US$ 2.500, quando participa de campeonatos de asa delta. No último, aliás, ele só entrou graças à insistência da noiva, Amanda, 19, secretária da Associação Brasileira de Vôo Livre. “Ela me inscreveu e eu nem sabia. Só na véspera do campeonato comecei a correr atrás do equipamento.”

No final, Valtinho recebeu o troféu da mãe, Maria da Graça, 50, que é uma de maiores incentivadoras da carreira do filho. Outros incentivos partem de pilotos veteranos como Carlos Eduardo Renha da Rocha, o Mosquito, que emprestou o equipamento utilizado por Edvaldo. “Ele cansou de montar e desmontar minha asa. Conheci ele moleque, vendendo refrigerante, e hoje ele virou esse passarinho. Comeu muito alpiste quando era garoto.”

 

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