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Caçador de belezas
Surfista na adolescência e drag queen na juventude, Victor Salvaro descobriu tops como a curitibana Isabeli Fontana e dirige a principal agência de modelos do Sul do País

Marianne Piemonte, de Curitiba

Silvana Garzaro
 
  O caça-talentos posa de bon vivant: "Compro na Daslu, tomo champanhe e viajo uma vez por ano para assistir aos desfiles internacionais"

Com 15 anos, Victor Salvaro subiu apressado as escadarias de um colégio tradicional de Curitiba e entrou na tesouraria com um cheque do pai para pagar a mensalidade. Detalhe: vestido de noiva. Não era aula de teatro. Ele havia passado a tarde no salão de beleza caprichando no visual.

Fez o cabelo, as unhas e a maquiagem. Da escola, seguiu para o concurso de noivas que acontecia numa boate. Sabia que o pai, Orlando Salvaro, o esperava na porta da danceteria. Na chegada, deparou-se com o pai armado e em prantos. “Se você entrar eu te mato”, dizia, desesperado.

Piti Reali
Isabeli Fontana: “Victor apostou no meu potencial”

Assustado, Victor também chorava, mas estava decidido a entrar no mundo gay pela porta da frente. Venceu o concurso de noivas e naquele dia conheceu o primeiro homem de sua vida.

Hoje, aos 26 anos, reconciliou-se com o pai graças à ajuda da mãe e investe no visual dos outros. Tornou-se um dos produtores de moda mais requisitados do Sul do País. É diretor da agência Staff Models, a representante da Elite em Curitiba. Descobriu modelos como Isabeli Fontana e Vanessa Grecca.

Anos antes, Victor passou por São Paulo e cuidou de castings na Ford Models. Trabalhou com Luana Piovani e Ana Paula Arósio quando eram modelos iniciantes. Agora, será o primeiro brasileiro a fazer um estágio em produção de desfiles com Donatela Versace, em Milão, na próxima temporada, em maio de 2001.

Na semana de moda de Curitiba, realizada entre os dias 23 a 28 de outubro, destacaram-se três novas modelos: Juliana Vilas Boas, 16 anos, Kátia Kuczynski, 15 anos, e Viviane Boaron, 16 anos, todas descobertas por Victor. Juliana e Kátia vão iniciar carreira internacional. Viviane prepara-se para ocupar o espaço deixado por Isabeli na cidade.

“Victor foi uma das primeiras pessoas a apostar no meu potencial”, diz Isabeli, hoje uma das modelos brasileiras mais requisitadas no Exterior. Victor está sempre atento a novas descobertas. “Procuro meninas nos supermercados, na rua e no shopping. Elas têm de ser altas e ter traços fortes”, ensina.

Silvana Garzaro
 
  O trio Viviane, Kátia e Juliana (da esq. para a dir.) são suas descobertas

COLEÇÃO DE BARBIES Com o dinheiro que ganha nas produções e nas porcentagens dos contratos das modelos, Victor ajuda a família e curte a vida. “Sou um bon vivant. Compro na Daslu, tomo champanhe e viajo uma vez por ano para assistir aos desfiles internacionais”, diz.

Entre as extravagâncias de Victor, está uma coleção de 135 bonecas barbies, que ficam guardadas no sótão da casa onde mora com os pais. “Elas são símbolo de beleza e moda”, defende. O mundo fashion é uma obsessão. Há dez anos, ele gasta mensalmente R$ 800 em revistas importadas.

Nem sempre foi assim. Aos 14 anos, Victor campeão de surf de Florianópolis. Namorava uma menina que o abandonou para ser aeromoça. Na noite do fora, ele tomou um litro de uísque e beijou o primo da moça. Aos 21 anos, depois de ter vencido o concurso de noiva, fez nova tentativa com as mulheres. A fama de homossexual, porém, chegou aos ouvidos da família da menina e ela terminou o relacionamento.

Arquivo Pessoal
Victor trabalhou em São Paulo quando Luana Piovani e Ana Paula Arósio ainda eram modelos iniciantes

Com o fim do namoro, Victor declarou-se livre para novas aventuras. Em dezembro de 1993, foi convidado para revolucionar o desfile de inauguração da loja Triton, em Curitiba. “Me montei de Drag Queen”, contou. Por isso criou o grupo “Abalaram no Pancake”, que anos antes do filme australiano Priscila, a Rainha do Deserto, viajava pelo Brasil fazendo performances.

Ele caiu na noite e mergulhou na cocaína. “Nunca me incomodei com a opção de vida do meu filho, mas nessa época fiquei preocupada”, lembra a mãe Liliam. Há pouco mais de um ano, livrou-se das drogas. Agora estabeleceu como meta perder, até dezembro, 30 dos atuais 115 quilos. Quando isso acontecer fará uma lipoaspiração. “Cansei de ser baleia, agora quero ser sereia.”

 

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