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Política

PAULO RENATO SOUZA
A prova dos nove do ministro da Educação
Após encerrar um casamento de 32 anos, ele assume novo namoro, visita todas as capitais brasileiras, faz uma ponte com o PFL e cria um instituto político para trabalhar a indicação do PSDB à sucessão de Fernando Henrique

Cecília Maia

Felipe Barra
 
  Nos últimos doze meses, Paulo Renato visitou todas as capitais brasileiras e dezenas de municípios do interior

Deflagrada a ditadura do general Augusto Pinochet, no Chile, em setembro de 1973, o economista José Serra permaneceu oito meses abrigado dentro da Embaixada da Itália em Santiago.

Na angústia de obter um salvo conduto rumo ao exílio, ele tinha a solidariedade do amigo Paulo Renato Souza, funcionário da Organização Internacional do Trabalho, que, como ele, pensava em construir no Chile um socialismo democrático.

“Todos os sábados eu e minha ex-mulher íamos visitá-lo”, recorda-se o atual ministro da Educação, que no ano passado encerrou uma união de 32 anos com Giovana Souza. “Muitas vezes levávamos o violão e passávamos as tardes cantando.”

Como funcionário da OIT, Paulo Renato tinha passaporte diplomático, o que não apenas o livrou da prisão, como permitiu salvar outras pessoas da violência política da ditadura. Passados 17 anos, José Serra e Paulo Renato se encontram tal qual no Chile: os dois estão do mesmo lado, mas paradoxalmente vivem momentos opostos.

Serra quer revolucionar a saúde, Paulo Renato, a educação. Ambos são governo, mas estão de olho na previsão feita pelo presidente Fernando Henrique Cardoso no início do primeiro mandato: a de que seu sucessor sairia da área social. O problema é que existe apenas uma vaga.

“O ministro Paulo Renato está promovendo a mais profunda revolução na educação que o País sofreu nos últimos anos com os investimentos que está fazendo no ensino fundamental, a reforma do ensino profissionalizante, o exame nacional do ensino médio e o exame nacional de cursos, o provão”, declarou o presidente Fernando Henrique Cardoso à Gente.

De fato, os dados oficiais indicam que 97% das crianças brasileiras em idade escolar estão matriculadas e que, pela primeira vez, o País pode avaliar o nível de seus alunos e a qualidade do ensino superior. “Acho que consegui. Mudamos a educação do Brasil”, afirma o ministro. “Tenho certeza que dei a minha contribuição ao governo. Mas ainda quero mais.”

Para conseguir este algo mais, o ministro da Educação roda o Brasil. Nos últimos 12 meses, ele esteve em todas as capitais e em dezenas de municípios do interior. Apenas de março a outubro deste ano, por exemplo, ele percorreu 100 mil quilômetros — o equivalente a duas voltas completas na Terra — em 200 horas de vôos nacionais e internacionais. Na sua agenda, as viagens acontecem por causa da divulgação de trabalhos como Toda Criança na Escola.

Só no mês passado, ele foi oficialmente quatro vezes a São Paulo e outras quatro para o Rio de Janeiro. “Estou cansado de tantas viagens”, reconhece. “Mas no ano que vem quero me organizar melhor para ficar mais tempo em Brasília.”

Paulo Renato colocou o pé na estrada em 2000 porque era ano de eleição municipal e, além de ser presença marcante nos palanques de muitos candidatos a prefeito, o ministro tinha a estratégia de testar a própria popularidade. No ano que vem, ele pretende ficar mais em Brasília porque será a hora das grandes costuras partidárias que irão indicar o nome do candidato da aliança governista à sucessão de FHC.

Zulmair Rocha
Com a namorada, a advogada da Vale do Rio Doce, Carla Grasso

Para ampliar seu espaço político, o ministro está reeditando o Instituto Social Democrático (ISD), que montou há 20 anos, ao lado dos amigos José Serra e Fernando Henrique Cardoso, para influenciar nos rumos da redemocratização brasileira. Agora, o objetivo é mais explícito.

“Estamos nos reunindo para pensar a política, para discutir uma base de campanha, uma plataforma para o PSDB”, explica Luiz Fernando Furquim, ex-executivo do Grupo Pão de Açúcar e homem-chave no projeto de Paulo Renato. “Só as circunstâncias vão determinar se serei ou não candidato à Presidência”, diz o ministro. “Por enquanto penso em sair candidato ao Senado.”

Uma sigla apartidária como o ISD facilita o trânsito do ministro nas demais legendas que sustentam o governo. “Paulo Renato tem muito bom trânsito dentro e fora do governo, o que lhe confere um perfil de candidato”, elogia o vice-presidente do PFL, senador José Jorge, que costuma convidá-lo para os fins de semana prolongados em sua casa de praia em Porto de Galinhas, em Pernambuco.

Durante o descanso, o maior prazer de ambos é se deliciar com ouriços servidos como tira-gosto. Entre um e outro, José Jorge certo dia lançou a máxima: “Você ainda vai ter que quebrar muito ouriço espinhoso se quiser chegar lá”.

São muitos os espinhos, a começar pelo convencimento da própria filha, Maria Tereza, 32 anos. Ela tem o pai no governo, mas a alma na oposição. “Nunca consegui que ela votasse no meu candidato”, revela Paulo Renato. “Até na última eleição, quando eu já era ministro, Tetê votou no Lula.”

No campo pessoal, o ministro cuida de fortalecer o coração — literal e simbolicamente. Desde que sofreu um enfarte em 1995, Paulo Renato adquiriu certos cuidados com a sua saúde. Passou a fazer caminhadas diárias, por recomendação médica, não toma o café da manhã sem antes ingerir um coquetel de vitaminas e nunca tira do pescoço uma correntinha de ouro com a imagem de Nossa Senhora das Graças, a espada de São Jorge, um pequeno Agnus Dei e um Anjo da Guarda. “Não sou religioso, mas não custa pedir proteção divina”, diz.

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