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LILIAN DE VASCONCELLOS E AYRTON SENNA
A história de amor da viúva oficial

A decoradora Lilian de Vasconcellos Souza rompe silêncio de duas décadas e conta detalhes do casamento com o maior ídolo da história recente do esporte brasileiro

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Carlos Henrique Ramos

Edu Lopes
 
  Lilian hoje, segurando o capacete amarelo que eternizou o ex-marido

Lilian Senna da Silva repousava recostada no sofá da casa dos pais, no bairro da Casa Verde, Zona Norte de São Paulo. Chorava baixinho, com a cabeça apoiada numa almofada. Estava especialmente saudosa do marido naquela tarde de maio de 1982. Havia três meses que ele se aventurava no Exterior.

O telefone tocou e abruptamente interrompeu as lembranças. Ela acelerou o passo em direção ao aparelho. Era Ayrton Senna do outro lado da linha, o homem com quem se casara em 10 de fevereiro do ano anterior. Naquele momento, o piloto tentava estabelecer-se no automobilismo inglês. Ansiosa, aguardava apenas um chamado para rumar ao encontro dele.

– Quando vou para aí?
– Você não vem e acho melhor nos divorciarmos.
– Eu concordo – limitou-se a dizer, antes de cortar a ligação.

Arquivo Pessoal
Em 10 de fevereiro de 1981, Lilian de Vasconcellos Souza virou Lilian Senna da Silva

Esse foi o desfecho doloroso de um conto de fadas que nasceu na infância, despertou fantasias na adolescência, embalou um namoro de dois meses, e culminou num pedido de casamento feito na cama de um quarto de motel.

O que realmente aconteceu no breve casamento oficial de Senna é um dos poucos pontos de sombra na trajetória do maior ídolo da história recente do esporte brasileiro. Nada do que Lilian viveu consta nas cerca de 20 biografias lançadas em todo o planeta sobre as peripécias do piloto.

Em alemão, italiano, japonês ou português, a carreira do tricampeão mundial de Fórmula 1, dono de 41 vitórias e 65 pole-positions, foi revirada do avesso. Faltava, contudo, o capítulo que, durante quase duas décadas, se perpetuou sob um pacto de silêncio.

Agora, com exclusividade para Gente, ela revirou o baú de recordações para contar começo, meio e fim dessa união de apenas 14 meses. “Preservei minha privacidade, porque temia ser chamada de oportunista”, diz. “Agora, mais madura, acredito que o País merece conhecer essa história de amor. Tem muita gente que não sabe nem que o Senna foi casado.”

Decoradora, 41 anos, um filho adolescente do segundo casamento, Lilian ainda mantém ligações afetivas com Neyde Senna, a ex-sogra, a quem trata por “Zaza”. “Nossa relação nunca foi de nora e sogra, mas sim de mãe e filha”, diz. Profissionalmente, reformou o apartamento dos ex-cunhados, Viviane e Leonardo Senna. Nesses dois casos, quebrou paredes, criou pinturas, remodelou ambientes, colocou enfeites e até trocou maçanetas.

Também ornamenta os escritórios da Audi Senna, empresa da família do piloto que revende os carros da montadora alemã no Brasil. “Nossos clientes adoram o bom gosto dela”, elogia Leonardo Senna, diretor de marketing da Audi Senna.

Arquivo Pessoal
Em Norwich, na Inglaterra, na residência alugada onde o casal morou

ALIANÇA NO PESCOÇO Apesar dessa proximidade, Lilian manteve-se afastada de qualquer polêmica em relação ao piloto desde o divórcio. Mas acompanhou-as à distância. Classificou de insanas as versões que duvidavam da virilidade dele. “É um absurdo de gente que não tem nada para fazer”, diz.

Ela recolheu-se até mesmo quando o ex-marido foi velado e enterrado em São Paulo, depois de morrer em 1º de maio de 1994, em Imola, na Itália. Lilian não esteve nas duas cerimônias. “Era a viúva verdadeira, não precisava estar ali para demonstrar meu sofrimento, nem queria competir com ninguém”, explica.

A ex-mulher se refere à disputa pelo posto de viúva que colocou em lados opostos duas ex-namoradas de Senna, Xuxa e Adriane Galisteu. Sua postura ganhou elogios da família. “Ela jamais se valeu da união com meu irmão para aparecer”, afirma Viviane Senna.

O casamento de Lilian, filha única, reunia os ingredientes de um enredo de amor que desaguaria num final feliz. Eles se conheciam desde os dois anos de idade. As famílias eram vizinhas na Zona Norte de São Paulo. Cresceram juntos. As mães freqüentavam o curso de pintura de porcelana. Na adolescência, flertavam-se com freqüência. “Mas nunca houve nada, só fantasia.”

Desde o primeiro beijo até o casamento, passaram-se apenas dois meses. A cerimônia teve como palco a casa de Ayrton Senna, na Serra da Cantareira, zona norte paulistana. Cerca de 50 convidados aglomeraram-se ao redor da piscina. Casados, trocaram o bairro de Santana pela Inglaterra. Ela, com a aliança do dedo anular da mão esquerda. Ele carregava o símbolo numa correntinha presa ao pescoço. “A justificativa era a de que a aliança atrapalhava na hora de dirigir.”

Na Europa, as dificuldades foram minando a convivência do casal. Senna zelaria pela carreira. “Ele só pensava nisso. Eu seria uma coadjuvante naquele processo.” Ela tentou inserir-se no projeto profissional do marido. Lá, não produzia absolutamente nada. “Tentava arrumar alguma coisa para fazer dentro de casa o dia inteiro.”

Por fim, não suportou a pressão de acordar, comer, respirar e viver com o companheiro obcecado por automobilismo. “Eu me anulei totalmente para apoiá-lo. Esse foi meu grande erro. Com o passas do tempo, comecei a achar que minha presença atrapalhava”, avalia. “Hoje percebo nossa imaturidade: eu queria brincar de casinha e ele de carrinho.”

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