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Cinema

LEONOR SILVEIRA E MARIA DE MEDEIROS
As mais famosas atrizes de Portugal

Uma é funcionária pública e se recusa a fazer tevê ou publicidade e a outra já trabalhou em produções internacionais e enfrenta qualquer papel

Alessandro Giannini

 
  Leonor e Maria no alto do hotel onde ficaram hospedadas, em São Paulo: amizade e admiração

Elas não têm muito em comum, a não ser o fato de que são atrizes e estudaram no mesmo Liceu Francês de Lisboa quando eram “miúdas”. Fora esses detalhes, que reforçam a amizade e admiração mútuas, a loira Leonor Silveira, 30 anos, e a morena Maria de Medeiros, 35 anos, são faces opostas da mesma moeda.

Mais direta e imperativa, a primeira é musa do nonagenário Manoel de Oliveira – atua em Palavra e Utopia, sobre a vida do Padre Antônio Vieira, exibido na recém-encerrada Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, e em Inquietude, em cartaz nos cinemas. Mais tímida e delicada, a outra ganhou fama interpretando Anäis Nin em Henry e June, trabalhou com Quentin Tarantino em Pulp Fiction – Tempo de Violência e recentemente dirigiu seu primeiro longa-metragem, Capitães de Abril, sobre a Revolução dos Cravos — o filme levou o prêmio Bandeira Paulista na Mostra.

Embora o sotaque levemente diferente engane, Leonor e Maria nasceram em Lisboa. A primeira cresceu e viveu sempre na capital portuguesa. A outra passou a infância na Áustria, retornando à terra natal somente depois da revolução — a mesma que retrata em seu primeiro filme. “Tive uma educação de pequena austríaca, que tem as coisas no seu lugar e tudo muito limpo”, relembra ela. “Quando eu e minha família voltamos, encontramos tudo na maior confusão.”

Atualmente, Maria vive em Paris, com o marido e uma filha. Só ocasionalmente retorna a Lisboa, onde enfrenta a fama de grande estrela. “Às vezes, isso me assusta um pouco”, avalia. “Porque sempre que coloco os pés no aeroporto, as manifestações são um pouco exageradas, embora não tenham o intuito de me fazer mal.” Para Leonor, a fama tem um sabor diferente. “Não sei o que é”, afirma. “Sou muito identificada com um certo tipo de filme que tem um público muito específico, portanto não me sinto uma celebridade.”

Formada em Relações Internacionais, Leonor é solteira e trabalha atualmente como coordenadora de um departamento do Instituto de Cinema, Audiovisual e Multimídia de Portugal. Sua carreira artística se resumiu apenas ao cinema de Manoel de Oliveira e de diretores menos conhecidos como Joaquim Pinto. Televisão e publicidade, nem pensar. “Jamais consideraria ganhar milhões para fazer uma propaganda”, afirma. “Não condeno quem o faça, mas não quero isso de jeito nenhum, a não ser que tenha fins de caridade.”

Leonor e Maria trabalharam juntas apenas duas vezes. Em A Divina Comédia, de Manoel de Oliveira, e Retratos de Família, de Luís Galvão Teles. Mantêm a amizade em dia sempre que podem, em festivais e mostras como a de São Paulo ou em ligações e visitas ocasionais.

Alguma desavença entre as duas? Nunca, a não ser uma tentativa, induzida por um jornalista, que causou a ira de Leonor Silveira e a fez perder a calma durante uma entrevista. “Foi quando lançamos Vale Abraão, que fez muito barulho”, contou. “Por causa disso, me perguntaram se a única pessoa que eu detestava no mundo era a Maria de Medeiros. Essa vontade permanente de colocar as pessoas umas contra as outras, que eu acho idiota, estúpido e cretino.”

 

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