CAPA
 ÍNDICE
 Exclusivo Online
 MULTIMÍDIA
 SEÇÕES
 REPORTAGENS
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO
  SECULO
 EXCLUSIVAS
 INTERNACIONAIS
 INTERNET
 CLICK
 BUSCA


Música

JOÃO BOSCO
O pai amigo e parceiro

Com 28 anos de carreira e casamento, o cantor faz show da sua parceria com o filho e diz que a primeira transa e o primeiro baseado deles foi em casa

Rosângela Honor

André Durão
 
  O cantor e uma das esculturas de sua mulher, Ângela Bosco, que assina a parte gráfica de seus discos

Quem chega à confortável casa do cantor e compositor João Bosco, no Alto da Gávea, na zona sul do Rio, pensa que se enganou de endereço. Duas exuberantes esculturas de papel machê no hall de entrada levam a crer que o local é o ateliê de um artista plástico.

A primeira impressão, porém, é logo desfeita na sala de visitas. Não é à toa que a mulher do compositor, Ângela, com quem está casado há 28 anos, diz que “lá se vive de música”.

Inúmeras caixas de instrumentos num canto e quadros com as capas de discos de Bosco enfeitando a parede revelam a vocação da família e confirmam a afirmação de Ângela, a autora das esculturas da entrada.

CAMISINHAS DE PRESENTE A paixão pela música uniu o pai e o filho Francisco, 24 anos. João Bosco está em cartaz no Canecão (até domingo 12), no Rio, com o show Na Esquina, nome do segundo disco da parceria formada há cerca de quatro anos com o filho. “De alguma maneira, todos estamos ligados ao trabalho do João”, diz Ângela, servindo suco de frutas.

A família sempre esteve ligada à música. A artista plástica assina toda a parte gráfica dos discos do marido e é responsável pelos figurinos de João quando ele está dentro e fora do palco. “É ela quem escolhe a roupa que vou usar na capa dos discos, o figurino que vou vestir nos shows ou até mesmo num simples passeio”, diz Bosco, ressaltando que algumas vezes chega a se irritar. “Às vezes estou pronto e ela diz: ‘Isso não’. Tenho de trocar”, resigna-se.

Júlia, 20 anos, a outra filha do casal, é quem mais ouve música na casa e esclarece dúvidas do pai em relação a cantores, compositores e letristas. “Ela está estudando publicidade, mas tenho certeza que ainda vai trabalhar com música”, arrisca Ângela.

A afinação da família Bosco ultrapassa a cumplicidade sonora. Ele preferiu educar os filhos com total liberdade. “Aqui em casa se falou sobre tudo e se exercitou tudo”, diz. A ponto de ter feito questão de que Júlia tivesse a primeira experiência sexual em casa. “Eu sempre disse que tinha de ser aqui, no quarto dela e que tinha de usar camisinha”, conta.

Os pais chegaram a presenteá-la com uma cama de casal. O zelo continua o mesmo. Quando retornam de viagens ao exterior, preservativos importados para os filhos estão sempre presentes na lista de compras.

André Durão
O casal Bosco: temas como sexo e drogas foram tratados de forma aberta com os filhos

PRIMEIRO BASEADO A mesma postura aberta foi adotada em relação às drogas. “O primeiro baseado foi comigo, aqui em casa”, conta João Bosco. “Nunca precisei aprender nada na rua. Foi maravilhoso”, respalda Júlia.

O músico diz que quis mostrar aos filhos os prazeres da vida, mas sempre ressalvou que existe o momento certo de desfrutá-los.

“Você não vai tomar uma taça de champanhe à toa, tem de ter um bom motivo”, ensina. “Com o baseado também é assim. Não é preciso fumar todos”, orienta. A tática serviu para que a maconha se transformasse em página virada em casa.

Nem sempre o relacionamento de João com os filhos foi tão estreito. A música o afastou das crianças no início de sua carreira, iniciada há 28 anos. “A Ângela preencheu muito bem a minha falta”, acredita. Mesmo ausente muitas vezes, o autor de “Dois pra Lá, Dois pra Cá” e de “Papel Machê” lembra das noites que passou em claro, quando voltava dos shows. “Mesmo cansado, muitas vezes chegava, pegava o que estava doente no colo e ajudava a cuidar dele”, recorda.

A leveza para enfrentar os problemas domésticos talvez seja o segredo de um casamento duradouro e de uma relação “sem grilos” com os filhos. Aos 54 anos, o mineiro João Bosco diz estar se sentindo um garotão. “Às vezes me pego dançando em plena madrugada”, conta.

Ele se diz avesso a fórmulas, mas conta que o segredo é não ter medo de envelhecer. Como terapia, caminha diariamente entre as praias do Leblon e do Arpoador e faz sessões de alongamento a seu modo em casa. “A Ângela vive brigando comigo, dizendo que estou alongando de maneira errada”, diverte-se. Também não tem problemas com a calvície. “Não tenho medo de envelhecer. Se tivesse, já teria feito implante.”

 

Leia Também

A história de amor
da viúva oficial

O criador da garota
moderninha

Carla Perez
segura o tchan

O vigilante
rodoviário

Furacão moreno

O pai amigo
e parceiro

Caçador
de belezas

“Quero meu
filho de volta”

A prova dos
nove do ministro
da Educação

“Sou a rainha
dos namorados
mais jovens”

As mais famosas
atrizes de Portugal

Um surfista no
clã dos Brizola

Horóscopo

ENQUETE
O ministro da Educação Paulo Renato é um bom nome para suceder Fernando Henrique na presidência em 2002?
• SIM
• NÃO
 
:: VOTAR ::
 
FÓRUM
Você colocaria a vida profissional à frente da pessoal como fez Ayrton Senna?

EDIÇÕES
ANTERIORES

ESPECIAIS
MULTIMÍDIA
BATE PAPO
ASSINATURAS
EXPEDIENTE
PUBLICIDADE
FALE
CONOSCO
ASSINE A
NEWSLETTER

| ISTOÉ ONLINE | ISTOÉ | DINHEIRO | PLANETA |ÁGUA NA BOCA |
EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2000 Editora Três