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Ester Góes

“Me sinto uma adolescente”
Aos 56 anos, a atriz Ester Góes diz que redescobriu o prazer de viver sozinha e critica a valorização excessiva da imagem propagada pela tevê

Marianne Piemonte

Beto Tchernobilsky
 
 

“Escolhi uma profissão a que, no Brasil, as pessoas só dão valor quando você está na televisão, e isso é um absurdo total”

Longe da televisão, a atriz Ester Góes dedica-se ao teatro e ao cinema. Prepara-se para atuar em O Abajur Lilás, peça com estréia prevista para janeiro, e aguarda o lançamento do filme A Hora Marcada, de Marcelo Taranto, que foi exibido no festival de cinema do Rio de Janeiro, no mês passado.

Sem alterar o tom de voz sereno, Ester critica a ditadura da estética imposta pela televisão e a invasão de modelos e atores pouco preparados para interpretar.

Ela começou aos 16 anos, fez escola de arte dramática e integrou o elenco da primeira montagem da peça Hair, em 1970. Também foi protagonista do filme Stellinha, que lhe valeu o Kikito em 1991, no Festival de Cinema de Gramado.

Aos 56 anos, apesar de ser uma atriz premiada, ela conta que não tem sido muito procurada pela mídia. E tenta explicar o porquê: “Nunca faria uma sessão de fotos no meu banheiro”.

Você está nos palcos e nas telas de cinema, mas está afastada da televisão desde a novela Explode Coração, em 1995. O que aconteceu?
Fiz Direito de Nascer, uma novela que está com o Silvio Santos, mas não sei por que ele não coloca no ar. Escolhi uma profissão a que, no Brasil, as pessoas só dão valor quando você está na televisão, e isso é um absurdo total. As pessoas me perguntam se estou afastada. Eu não estou afastada, estou fazendo coisas mais importantes para o meu aprendizado. Minha carreira é ampla. Fiz Hair em 1970 e até 1978 me dediquei só ao teatro. Depois a televisão apareceu na minha vida e assumiu um papel muito importante porque ela ocupa muito tempo. Tornei-me uma atriz de teatro e televisão. Na década de 80, descobri o cinema, que é uma grande paixão. Fiz o filme Pagu, depois Stellinha e agora A Hora Marcada, que é meu último trabalho. Gosto da televisão quando há o que fazer dentro dela. Quando existem bons personagens, boa história e bom dramaturgo.

É difícil reunir tudo isso?
Tive sorte, fiz novelas bem interessantes como Direito de Nascer, Direito de Amar e Elas por Elas. Adorei a minissérie Meu Destino É Pecar, do Nelson Rodrigues. Fiz TV Mulher e gostei muito de apresentar o programa. Foram trabalhos que me acrescentaram, me levaram para frente. Televisão pode ser um grande desafio, mas ultimamente não tem sido assim. As novelas são muito bem feitas, mas em termos de apresentação de programas houve um grande empobrecimento.

São as loiras que a incomodam?
Não elas, mas os assuntos tratados nos programas. Vão da fofoca para o escândalo e do escândalo para a fofoca. Espero uma melhora de nível. Quando vejo o programa Em Questão, da TV Cultura, me impressiono. Mas depois vejo que não é excepcional, os outros é que estão péssimos. Não dá para aplaudir.

Em 1996, você disse que as novelas não tinham evoluído. Ainda pensa assim?
Elas são muito parecidas, só mudariam se ousassem numa direção que não fosse apenas o entretenimento. Mas um canal de televisão nunca vai investir em algo que não seja apenas entretenimento.

Isso a afasta da televisão?
Não, porque eu nunca fui fazer novela achando que ia ser muito diferente. Normalmente, a tevê propõe um conteúdo muito forte no início, mas depois se esvazia. Não vai além porque a intenção não é transformadora. Se existir um personagem que oferece algumas possibilidades de investigação da personalidade humana e dos acontecimento da história, aí sim, é interessante.

Você já recusou algum papel por achar que não se identificava com ele?
Em televisão a sinopse é tão generalizada que você mal sabe quem é o seu personagem. Você vai descobrir durante a história.

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