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muda de time
Paula
Alzugaray
| Divulgação |
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Walter Lacet: “Ratinho é um gênio” |
O novo
superintendente artístico do SBT, Walter Lacet, 53 anos,
assumiu na segunda-feira 6 o cargo deixado por Eduardo Lafon, falecido
em 27 de setembro. Recém-saído da Rede Globo, onde
trabalhou durante 35 anos e ocupava o cargo de diretor de núcleo,
Lacet traz no currículo a direção de fenômenos
populares como Xuxa, Renato Aragão e Fausto Silva.
Nas
horas vagas gosta de assistir, em canais por assinatura, a programas
sobre mergulho, seu hobby predileto. No sábado 4, após
um mergulho em Angra dos Reis, litoral fluminense, Lacet concedeu
entrevista à Gente por telefone.
Há
quanto tempo estuda o convite do SBT?
O Silvio Santos me disse, há dois anos, que quando
vencesse meu contrato na Globo poderíamos conversar. Quando
o contrato venceu, perguntei à Globo se tinham interesse
em mim, disseram que não. Pedi minha dispensa, liguei para
o Silvio e fechamos contrato.
Já
deu para visualizar projetos? Quer fortalecer o SBT no Rio?
Não tenho nenhum plano, porque não tenho
que ensinar nada a ninguém. O SBT já é uma
academia, onde vou conversar com acadêmicos, com craques.
Quais
as áreas de excelência e onde acha que pode-se investir
mais?
Não vejo nada de errado no SBT. É uma programação
perfeita, que atende ao público em geral. Eu não mudaria
nada. É muita pretensão minha olhar a emissora de
fora, sem estar envolvido com os problemas do dia-a-dia. Não
acredito em dono da verdade. Acredito numa comunhão de idéias.
A
teledramaturgia nacional é uma área a se recuperar?
É uma coisa a se pensar sim. Mas quero primeiro
sentar com eles e ouvir as necessidades que sentem em relação
aos produtos que estão no ar.
Com
a saída de nomes como Jô Soares, Serginho Groisman,
Marília Gabriela e Boris Casoy, acredita que a emissora deve
investir em credibilidade?
Você está enganada, porque tem a Babi.
O Ratinho tem toda a credibilidade do mundo. As pessoas estão
sendo injustas com o Ratinho. Ele é um craque. O Chacrinha
pertencia ao meu núcleo, quando eu era diretor artístico
da Globo. Foi o papa da comunicação e no início
todos eram contra ele. O Ratinho é um novo Chacrinha. Ele
é um gênio. Televisão é feita para o
povão.
Por
que Ratinho é um gênio?
Porque ele faz um programa com alegria, com a cara do
Brasil.
Ele
é hoje o pivô de uma questão polêmica:
a veiculação de violência explícita na
tevê. Você acha que deve haver um limite?
Não. Eu acho que a censura está em cada
um. Se você não quer ver, desligue o televisor. Você
tem esse livre arbítrio.
Cabe
ao telespectador peneirar o que é visto por crianças?
Claro. Eu tenho filhas de 13 e 25 anos. Sempre converso
com elas e mostro o certo e o errado. Esse papel não cabe
nem à televisão, nem ao Estado. Cabe à sua
consciência.
Equipara
a auto-regulamentação por parte das emissoras à
censura do regime militar?
Equiparo. Estou muito triste, porque isso é um
retrocesso. Sofri isso na pele. Na época, eu era diretor
de eventos na Globo. Fiz um programa em 1969, em que coloquei Apesar
de Você, de Chico Buarque, e Na Tonga da Mironga
do Kabuletê, com Vinícius e Toquinho, e o programa
foi proibido.
Qual
o futuro da televisão?
O marco zero é agora. Começa em janeiro
de 2001 a grande revolução com a banda larga e o Silvio
já está pronto para a nova televisão. Vários
estúdios no SBT já são digitais.
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