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Foco
All
That You Can’t Leave Behind
Para preservar seu lugar na história
da música, U2 volta às origens
Alessandro
Giannini
| Divulgação |
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Tudo
aquilo que você não pode deixar para trás. Em
português, All That You Cant Leave Behind, novo
CD da banda irlandesa U2, diz exatamente o que era um consenso entre
os fãs e críticos. Por mais que tenham experimentado
outros gêneros e tendências, Bono e sua turma têm
uma ligação genética com o rocknroll.
Jamais poderiam esquecê-lo.
Produzido
por Daniel Lanois e Brian Eno, All That You Cant Leave
Behind traz onze músicas que remetem aos melhores momentos
da banda. Não por acaso, são os mesmos produtores
de álbuns memoráveis como Joshua Tree e Achtung
Baby. As referências ajudam a entender a falsa sensação
de déjà vu produzida após a primeira
audição do CD.
Beautiful
Day, faixa de abertura e de trabalho, tem a marca registrada
das letras messiânicas, dos coros angelicais, dos rifes climáticos
e tudo que destacava o U2 na cena musical quando o grupo surgiu
nos anos 80. É a escolha ideal para atrair público.
O
repertório não se limita ao exercício de nostalgia.
Algumas referências de outras tendências continuam a
se fazer presentes. Como na forte Elevation, que funde
a base rock com música eletrônica e rap numa mistura
que não ofende os ouvidos.
Walk
on e Peace on Earth reforçam o aspecto
militante do grupo, colocado em segundo plano durante o período
de alienação pop. A primeira é dedicada a Aung
San Suu Kyi, militante que luta pela independência de Burma.
A segunda, como indica o título, pede simplesmente paz
na terra.
Como
em quase todos os discos, o guitarrista The Edge dá o ar
de sua graça em uma ou duas composições. A
baladona Kite é a bola da vez: Edge divide a
autoria da letra com Bono, que mostra estar em completa forma nos
vocais.
No
encerramento, When I Look the World e Grace.
As duas faixas revelam o talento de Brian Eno e Daniel Lanois para
a criação de climas envolventes por meio de camadas
de sons sintetizados.
Filhos pródigos do rock
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