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Romance
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trecho do livro |
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A
Mulher Habitada
Livro de autora nicaragüense relata revolução com poesia
Cristian
Avello Cancino
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Reprodução |
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Poeta
e revolucionária, Gioconda Belli funde o erótico ao político, o
verbo e o fogo com a autoridade de quem já conquistou o prêmio literário
Casa das Américas (em 1978) um dos mais importantes em língua
espanhola e militou na Força Sandinista de Libertação Nacional
(FSLN) que derrubou o ditador Anastacio Somoza, em 1979, interrompendo
a dinastia que dominou a Nicarágua por 43 anos.
Ela
é considerada a escritora mais importante desse país, cuja área
total não é maior que a do Estado do Ceará e a população equivale
à de Goiás, com cerca de 5 milhões de habitantes.
Lançado
originalmente em 1989, A Mulher Habitada (Record, 398 págs.,
R$ 40) é o primeiro romance de Belli, que até então tinha cinco
livros de poemas publicados. O livro reitera uma convicção motriz
da obra da escritora: combinar experiência pessoal com coletiva,
inspiração político-revolucionária extraída do exército de
camponeses criado em 1927 por Augusto Sandino para combater tropas
norte-americanas com tórridas histórias de amor.
Em
duas palavras, sofrimento e gozo. Daí
a fascinação que a personagem Lavínia, uma arquiteta recém-formada
na Europa que vai trabalhar em Manágua, nos provoca. Ela é uma espécie
de alter ego da autora, que se bacharelou em Madri. Lavínia acaba
cedendo aos ideais da luta armada, ajuda a construir uma Nicarágua
mais livre e seduz com seu heroísmo libertário. Bela e fera a
serviço da revolução
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