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Romance
policial
Leia
trecho do livro |
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O
Espelho de Egon
O carioca Horácio Soares estréia com trama caleidoscópica
Paula
Alzugaray
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Foto: Divulgação |
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Do
glamour do Copacabana Palace às entranhas da favela do Borel,
passando por Vila Isabel, Lapa e São Cristóvão.
Em O Espelho de Egon (Uma História Reflexiva) (Rocco,
176 págs., R$ 22), os bairros e cantos do Rio são
como palcos, cenários em que são representados
vários atos com personagens e gêneros distintos.
A definição, de autoria do protagonista Peryvaldo,
que conta a história em narrativa subjetiva, vale também
para os capítulos desse romance caleidoscópico
estréia em grande estilo do carioca Horácio Soares.
O
livro começa com reflexões embaralhadas de um bebum
com jeito de Charles Bukowski. Como imagens fora de foco que aos
poucos entram em registro, as idéias de Peryvaldo clareiam
e invadem um mundo mais característico de Nelson Rodrigues.
Até formar o conflito existencial de um homem traído
pela esposa e atormentado pela imagem do irmão gêmeo,
refletida em todos os espelhos que vê.
Aos
poucos, a trama ganha ares de romance policial. Isso acontece quando
Pery engana a máfia do narcotráfico carioca, assume
a identidade do irmão e entra em uma sucessão de frias,
com direito a internamento em manicômio, fugas, perseguições,
seqüestros e assassinatos. A luz no fim do túnel é
a intrigante figura do pintor austríaco Egon Schiele. Apesar
de intenso, o estilo de Soares é enxuto e certeiro. E, como
todo bom policial, parece estar pronto para as telas. Carioca
da gema
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