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Ação
Shaft
– Alguma Pergunta?
Tensão
racista resgata herói afro-americano dos anos 70
Marina
Person
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Divulgação
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| Samuel
L. Jackson, como John Shaft: justiceiro perigoso |
Ele
está de volta. John Shaft, detetive negro dos anos 70, imortalizado
pelo ator Richard Roundtree, foi o primeiro herói afro do
cinemão hollywoodiano. Iniciou a era do chamado blaxploitation,
gênero que explorava o filão do público afro-americano
muito antes, aliás, desse termo existir.
Na
versão ano 2000, que chega aos cinemas brasileiros na sexta-feira
10, Samuel L. Jackson assume a persona de John Shaft, policial cheio
de boas intenções, cabeça quente e métodos
pouco ortodoxos. A direção ficou a cargo de John Singleton
(Os Donos da Rua), que não dispensou nenhum tipo de
violência, nem perseguições de carro, para recriar
tensão racista.
Tudo
começa quando um mauricinho novaiorquino, Walter Wade Jr.
(Christian Bale, Velvet Goldmine), mata a sangue frio um
negro que freqüentava os mesmos lugares que ele. A única
testemunha é uma garçonete (Toni Collette, O Sexto
Sentido), que desaparece do mapa sem deixar pistas. Com o poder
do dinheiro a seu favor, o assassino racista, filho de um magnata
do ramo imobiliário, consegue escapar do xadrez. Sem saber,
acaba invocando a ira de John Shaft, o justiceiro que se torna ainda
mais perigoso. Para ele, o assunto agora é pessoal.
Roundtree,
o Shaft original, faz uma participação especial, e
o rapper Busta Rhymes está excelente numa pequena ponta.
Destaque também para o traficante Peoples, feito por Jeffrey
Wright, que há quatro anos encarnou o artista plástico
Jean-Michel Basquiat no cinema. Em tempo: a trilha continua sensacional,
recauchutada pelo próprio Isaac Hayes, que foi um dos grandes
responsáveis pelo sucesso da marca Shaft. Ouça
a música tema, ganhadora do Oscar, e você entenderá
o que isso quer dizer. Em forma, depois de trinta anos
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