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Ping-pong
Carlos
Gerbase
Alessandro
Giannini
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Divulgação
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e Maitê no set: tu e você |
Diretor,
roteirista e, nas horas vagas, roqueiro, Carlos Gerbase, 41 anos,
demorou quatro anos para completar Tolerância. Ao longo
desse período, foram escritos doze tratamentos do roteiro.
Gerbase explica como chegou ao resultado final.
O
que está em jogo: a tolerância ou a verdade?
São assuntos muito imbricados. Para pessoas esclarecidas,
a verdade não é um conceito absoluto. É algo
constituído de vários elementos. A verdade da vida
real só se produz com tolerância.
Você
tem algo a ver com esses personagens?
Eles não têm nada a ver com a minha história.
Mas com a da minha geração. Cresci no regime militar.
Achei que a gente ia fazer um Brasil à esquerda. E tá
aí. É o Brasil possível.
Qual
a razão de manter o sotaque gaúcho?
Desde o início, eu tinha colocado o sotaque, o tu,
etc. Quando o Jorge (Furtado) entrou no roteiro, me aconselhou a
mudar. Fui no corretor ortográfico e troquei os tu
por você, com as respectivas concordâncias.
Mas cada vez que lia o roteiro, aquilo me incomodava. Até
que resolvi trocar tudo para tu de novo. Se fosse diferente,
não seria meu filme.
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