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Comédia
Endiabrado
Filme
traz Elizabeth Hurley no papel de demônio
Cristian
Avello Cancino
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Divulgação
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endiabrada Liz Hurley: topografia encantadora |
Refilmagem
de O Diabo é meu Sócio (Stanley Donen,
1967), a comédia Endiabrado traz para este fim de
século a história de Elliot Richards (Brendan Fraser,
George, O Rei da Selva), um homem que faz um pacto com o
diabo (vivido por Elizabeth Hurley, Austin Powers, O Agente Bond
Cama) para conseguir a mulher que deseja.
No
caso, tudo por Alison Gardner (a autraliana Frances OConnor,
Kiss or Kill), uma colega de escritório que em 4 anos
nunca trocou uma palavra com esse típico nerd com
dificuldades para relacionamentos. O
contrato reza que Richards terá de ceder sua alma ao diabo
(ou à diaba) em troca de sete desejos atendidos.
O
primeiro pedido é tornar-se rico, poderoso e casar-se com
Alison. Quando esse é enunciado, Hurley coberta por
um vestido vermelho que lhe revela a topografia sinuosa que tanto
encanta Hugh Grant lhe diz que é o mais comum dos
desejos entre os homens. E dá inicio a uma discussão
moral comum à maioria das atuais produções
hollywoodianas destinadas às grandes platéias: luxúria
e cobiça não levam a lugar nenhum, como
diz a satânica Hurley.
Endiabrado
não ousa e nada acrescenta à eterna discussão
dos valores universais, mas diverte com situações
absurdas. Poder e dinheiro? Você terá,
anuncia a diaba. E lá vai Elliot Richards transformado em
traficante de cocaína colombiano, porém rico e poderoso
como quis. E a demo de Hurley também não deixa
de ter seu charme, sua ironia, troçando dos desejos alheios,
brincando com alguns valores do american way of life que
hoje integra yuppies e hippies, gregos e troianos numa sociedade
pautada pelo consenso. Loba em pele de gatinha
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