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Rosane Damazio x Paulo Roberto Falcão
O rei de Roma sem a majestade

O comentarista de futebol da Rede Globo é acusado pela sua ex-mulher, a advogada Rosane Leal Damazio, de sumir com o filho de sete anos do casal e de descumprir ordem judicial

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Cesar Guerrero, de Porto Alegre

Piti Reali
Rosane Leal Damazio: “Ele sumiu com o meu filho Paulinho de sete anos’’

Eram cinco horas da madrugada de 20 de setembro, e a campainha tocou na casa da advogada gaúcha Rosane Leal Damazio em Woodland Hills, zona oeste de Los Angeles, Estados Unidos.

A empregada da ex-mulher de Paulo Roberto Falcão, comentarista de futebol da Rede Globo, abriu a porta e cinco homens invadiram a sala de estar. Não era assalto. “Eu dormia quando eles arrombaram a porta de meu quarto”, conta Rosane.

Bem vestidos, os homens pegaram à força o filho de sete anos que ela tem com o ex-craque da seleção brasileira. Paulo Roberto Falcão Filho, Paulinho como é chamado, estava em seu quarto e acordou assustado. O padrasto americano viajava.

“Mãe! Mãe! Não me deixa ir”, gritou a criança, num choro compulsivo. “Agarrei meu filho. Mas eles o puxaram e gritaram comigo”, lembra. Em inglês, os homens disseram que o levariam para o pai. “Pedi para mostrarem os papéis de guarda e eles disseram para eu falar com o juiz.” Para acalmar a criança, Rosane não insistiu: “Filho, você vai ver o papai agora. Vou falar com o juiz e tudo acabará bem”.

Albúm de família
A família no aniversário de três anos de Paulinho

A mãe pediu para trocar o pijama com estampas de Scooby Doo e arrumou a criança para sair. Paulinho quis levar um boneco de pano que ganhara da mãe na véspera. Na saída, ela perguntou se Falcão estava no carro.

Ao saber que o ex-marido estava no Brasil e só chegaria horas depois, apavorou-se: “Mas meu filho vai ficar com vocês?”. Não teve resposta. O grupo partiu num furgão preto.

Desde esse dia, a vida de Rosane, 32 anos, filha de fazendeiros gaúchos, virou um pesadelo. A cena descrita acima foi o ápice de uma briga pela tutela da criança que se arrasta há dois anos em duas jurisdições: a brasileira e a norte-americana. Mas nunca tinha tomado tais proporções.

Agora, Rosane reúne documentos e provas contra o ex-marido para ter seu filho de volta. Paulinho morava com a mãe desde que nasceu, antes da separação oficial em 1997.

Em fevereiro deste ano, Falcão conseguiu uma liminar na Justiça brasileira para ter a guarda do garoto, sob a alegação de que a ex-mulher não o deixava vê-lo. Ela diz que nunca impediu Falcão de ver o filho em Los Angeles. Só não queria mandá-lo em intervalos de 30 dias para o Brasil durante o ano letivo, como exigia o ex-jogador.

Casada pela terceira vez, Rosane mora na Califórnia desde 1997. Foi estudar Direito Internacional e levou consigo Pauline, 15 anos, filha de seu primeiro casamento, e Paulinho. Lá conheceu o atual marido, o americano Tomaso Gambino, dono de uma empresa de telefonia.

Paulo Libert/AE
"Não sei onde ele está”, diz Breno Mussi, advogado de Falcão

A ordem do desembargador Rui Portanova de dar a Falcão a guarda de Paulinho foi, contudo, descumprida por Rosane. Apoiada nas leis americanas, afirmava ao ex-marido que não fora notificada. A guerra de nervos culminou, segundo ela, com uma ameaça dele numa conversa telefônica em 22 de fevereiro:

– Eu vou pegar o meu filho de qualquer maneira, nem que eu tenha que passar por cima de você.
– Por quê? Você vai me matar?
– Você pode sofrer um acidente.
– Então, você vai matar seu filho. Pois ele está sempre comigo.

Depois disso, Rosane decidiu reunir descrições de brigas, discussões, desencontros, telefonemas, e-mails com ameaças. Ela conta que, há dois anos, Falcão contratou investigadores para seguir mãe e filho. “Chamei a polícia e eles foram abordados. Eram investigadores particulares contratados por ele”, conta Rosane. “Entrei em pânico e pedi a proteção da polícia.”

Desde então, a Justiça americana proibiu Falcão de chegar a menos de 100 metros de distância dos dois. Em maio, advogados do ex-jogador nos Estados Unidos entraram com pedido na Justiça de Los Angeles para que executassem a ordem brasileira de garantir a guarda do filho ao pai. A Justiça americana reconheceu o pedido, mas deu 30 dias para que Rosane se pronunciasse.

Piti Reali
Pilhas de papéis acumulados na Justiça

Ela informou que pleiteava os Estados Unidos como único fórum para a discussão e, até o dia em que o garoto foi tirado de Los Angeles, o juiz americano não havia determinado a perda da guarda materna.

Duas horas depois de os cinco homens terem levado Paulinho de sua residência, Rosane estava novamente diante do juiz Richard E. Denner. Ele confirmou que nunca deu qualquer autorização nesse sentido.

Desesperada, a mãe seguiu para o aeroporto internacional de Los Angeles e, munida do passaporte brasileiro do filho, pediu ajuda policial para localizar a criança. Em vão, Rosane atrasou três vôos da Varig com destino ao Brasil. No dia 22 de setembro, embarcou rumo a Porto Alegre. Ao chegar, dia 23, confirmou com amigos que Paulinho estava com o pai na capital gaúcha.

“Não sei como eles tiraram o menino dos Estados Unidos”, diz Rosane. “Não vejo uma forma legal de tirar uma pessoa do país sem o passaporte.” Só no dia 28, conseguiu uma liminar para rever o filho numa sala de 16 metros quadrados do Fórum de Porto Alegre, numa visita monitorada. “É o tipo de visita que concedem a assassinas”, diz Rosane.

Desde esse dia, foram sete encontros de duas horas, todos com a presença de uma assistente social, que fiscalizava a proibição de mãe e filho conversarem em inglês. Em 12 de outubro, a Justiça negou um pedido para que Paulinho passasse o dia das crianças na casa dos avós maternos. “Não vejo meu neto desde fevereiro, quando estive em Los Angeles”, diz Marise Leal, mãe de Rosane.

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