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Superação

Cláudia Liz
Soco no pânico

A modelo que iniciou a era das top models no País se recupera de três anos de depressão, escreve livro contando como ficou perto da morte e dá a volta por cima em seu primeiro trabalho no teatro

Edwin Paladino

Edu Lopes
Cláudia entrou em coma depois de uma anestesia para fazer lipoaspiração

Cláudia Liz passou os últimos três anos em depressão profunda. No dia 9 de outubro de 1996, a ex-modelo e atriz entrou na Clínica Santé, em São Paulo, para fazer uma lipoaspiração. Queria emagrecer dois quilos. Horas depois, foi levada ao Hospital Albert Einstein em coma.

Viveu o pior momento de sua vida. A anestesia que os médicos aplicaram antes da operação resultou em um edema cerebral. A atriz chegou ao Einstein em convulsão, com grau de coma 8 (a escala vai até 10).

O País inteiro acompanhou o drama da modelo. Dias depois, ela acenava na sacada do quarto do hospital para os fãs. Parecia recuperada, mas não estava. “Tive seqüela química no cérebro”, conta. Para se recuperar, toma antidepressivos até hoje. “Só agora estou terminando o tratamento.”

Depois do acidente, Cláudia participou de duas novelas e uma minissérie. Parecia saudável na tela, mas sofria com síndrome de pânico. “Era um horror sair de casa, tinha medo das pessoas”, lembra. “Em Pecado Capital e Dona Flor gravava completamente biruta”, diz a atriz.

No entanto, não culpa os médicos pelo acidente. Considera o trauma um aprendizado de vida. “Amadureci de uma forma pesada, mas amadureci”, diz.

Passados os dias difíceis, Cláudia comemora, no palco, sua vitória pessoal. Estreou no dia 26 de outubro, o espetáculo Comunhão de Bens, de Alcione Araújo, em São Paulo. É o primeiro trabalho dela no teatro. “Estou curtindo minha nova fase. Me dei essa licença poética”, conta, ao mostrar as críticas positivas sobre sua atuação.

Em 1995, recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema Latino-Americano de Cuba por As Meninas, de Emiliano Ribeiro, uma adaptação do livro de Lygia Fagundes Telles.

Edu Lopes
Quando era modelo, Claudia jantou sopa diet por vários anos

COM A EX DO EX-MARIDO EM CASA No teatro, o ritmo dos ensaios é intenso. Cláudia se apresenta em São Paulo nos dias de semana e viaja com a peça pelo Brasil aos sábados e domingos. Às vezes, o filho, Lucca, 7 anos, cai na estrada com a mãe. “É difícil isso acontecer, mas quando viajo, monto uma equipe para cuidar dele”, explica.

Lucca é fruto do casamento com Ângelo Leuzzi, empresário da noite paulistana, dono da boate Lov.e e das extintas discotecas Rose Bom Bom e Columbia. Na época, ela nunca ficava até altas horas nas boates. Nem bebia. “Só água”, garante. Diz ainda que nunca experimentou drogas. “Minha família sempre me colocou medo”, afirma. Hoje se permite bebericar algumas taças de champanhe e vinho. Faz parte da nova vida.

Recém-separada do publicitário Celso Loducca, Cláudia ainda não arranjou um namorado. Vive com o filho em uma casa no bairro de Pinheiros, em São Paulo, e está à procura de um novo amor. “Já sinto falta de carinho”.

Na casa, ela conta com uma hóspede especial: Marina Leuzzi, ex-mulher de Ângelo Leuzzi, o primeiro marido, está morando por lá uns tempos. “Sou uma garota legal, fico amiga de ex-marido e até de ex-mulher de ex-marido.”

Com Loducca viveu um romance intenso. Quando estava em coma, ele teve um papel decisivo em sua recuperação. Cláudia conta que, em lampejos de consciência, teve a sensação de voar segurando uma linha prateada. Na outra ponta, no chão, estava o marido. “Era como se ele me segurasse para continuar a viver. "Nosso amor foi muito profundo, por isso não existe mágoa com o final da relação”, conta, ao acender tranqüilamente um cigarro.

A paz conquistada hoje deve-se também às sessões de reiki, terapia corporal de origem japonesa, e às de boxe, que faz em casa. Hoje, a atriz sente-se livre das cobranças da época de modelo.

Naqueles tempos, a pressão para ficar com o corpo esquálido era tanta que chegou a jantar só sopa diet por vários anos. “Tomava suco de sopa”, lembra. O sacrifício para manter-se em forma foi bem pago. Rendeu-lhe uma fornida conta bancária. Comprou casas, carros e viajou o mundo todo. “Vivo bem”, resume.

Cláudia iniciou a era das top models no País. “É umas das modelos mais importantes do Brasil. Já está na história da moda”, afirma o fotógrafo espanhol J.R. Duran. “Foi com o talento dela que me firmei como fotógrafo no Brasil.” O fotógrafo André Schiriló também a elogia. “Ela é muito versátil.”

Para os fãs, além das fotos, ela promete deixar outra lembrança: prepara há dois anos um livro autobiográfico. Nele, narra a história da menina de Goiânia que virou celebridade nacional aos 16 anos, depois de ser expulsa de casa pelo pai aos 15, e ter chegado perto da morte aos 27. O livro pode compor a estante de muitas modelos novatas.

 

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