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Especial
O
animal perdeu as garras
O
craque Edmundo perdoou o irmão que furtava eletrodomésticos e roupas
de sua casa, quer que seus filhos de mães diferentes se conheçam
e, agora, jogando no Santos, prefere morar longe da família para
garantir boa escola para a garotada em São Paulo
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Ivo Gonçalves/ Ag. O Globo |
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| “Quero
muito que meus filhos se conheçam’’ |
Gustavo
Maia
O sábado
4 de novembro será um dia especial para o menino Alexandre Mortágua
de Souza. Ele completará seis anos. E viverá, pela sexta vez, a
expectativa de ver sua família reunida.
É
que Alexandre é fruto de uma relação extraconjugal do craque Edmundo,
do Santos, com a modelo Cristina Mortágua. “Mandei convite para
ele e para os dois outros filhos”, diz Mortágua. “Mas duvido que
ele virá.”
Mais
velho dos filhos do “Animal”, o menino não conhece os irmãos Ana
Carolina, 5, e Edmundo Jr., 1, filhos da mulher de Edmundo, Adriana.
“Já está na hora desse encontro acontecer. Quero muito que eles
se conheçam”, diz Edmundo.
Não
é tão simples assim. O convite que chegou à mansão do jogador, na
Avenida das Américas, na Barrra da Tijuca, zona oeste do Rio, ignora
a mulher do craque, Adriana. “Fico no meio do tiroteio. Adriana
não quer que os meninos encontrem a Cristina”, diz Edmundo.
Desde
que se casou com Adriana, em 1993, Edmundo vive nessa trincheira.
Mais. O jogador ainda leva uma vida noturna de solteiro e bate ponto
nas boates. “Quem gosta, aceita. Se não aceita, é porque não gosta”,
impõe o jogador, referindo-se à esposa. E Adriana segue à risca
a regra compulsória do marido. “Eu deixo ele sair porque ele gosta”,
rebate a mulher do craque.
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Ricardo Gomes e Gustavo Azeredo/Ag. O Globo; Paulo Alvadia/Ag.
O Dia
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Uma
grande família
Adriana Sorrentino, mulher de Edmundo, e a filha Ana Carolina.
Cristina Mortágua com o filho Alexandre. O irmão Luís Carlos
Alves, ex-viciado em drogas
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Em
novo clube, o Santos, e nova casa, na cidade paulista de mesmo nome
do clube, ele planeja trazer a família para morar em São Paulo.
Não
com ele, pois o craque não quer que os filhos, Ana Carolina e Edmundo
Jr., deixem de estudar em colégio de primeira linha. “Eles viriam
para Santos, mas aqui não tem o colégio em que eles estudam”, diz
o pai zeloso.
Mas
a relação com Alexandre é mais complicada. “Desde que nos mudamos,
há um mês, o Alexandre liga para o pai para falar da casa nova.
Ele não atende nem responde às mensagens”, alfineta a mãe, Cristina
Mortágua.
A vida
familiar de Edmundo não é fácil. Há menos de um ano ele tinha sérios
problemas com o irmão Luís Carlos. O craque, conhecido por não ter
estômago de avestruz, tolerou o abuso do parente. É que Luís Carlos
era viciado em drogas.
Para
sustentar suas andanças alucinógenas, roubava eletrodomésticos,
roupas e perfumes da casa do irmão famoso para usar como moeda de
troca. “Ele foi muito paciente comigo”, diz Luís Carlos. Se a abstenção
continuar, em 2001 ele começará a trabalhar como assessor de Edmundo.
Esse
imbróglio parece resolvido. Mas o jogador do Santos enfrenta ainda
a Justiça. Em outubro do ano passado, o Tribunal de Justiça do Rio
de Janeiro o condenou a quatro anos e meio de prisão, em regime
semi-aberto, por triplo homicídio culposo. A pena refere-se ao acidente
de carro do jogador em 1995, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio,
que matou três pessoas.
Edmundo
apelou. E espera novo julgamento. “Acho que o pegaram como bode
expiatório”, diz Sirlei, sua mãe. Edmundo porém já traçou um plano
para se defender, caso ocorra o pior para ele: “Se eu for preso,
a primeira coisa que farei quando sair da cadeia é deixar o País”.
próxima
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