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A força do ciúme
Luciano
Suassuna, Diretor de Redação
| Beto
Tchernobilsky |
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| Destaque
no número zero, Carolina volta à capa na reportagem coordenada
por Daniela Mendes |
Todas
as vezes em que um ator ou uma atriz atua em cenas de fervorosa
paixão, a pergunta do espectador é inevitável: até que ponto o artista
consegue manter a distinção com o personagem? Como namorados ou
namoradas, esposas ou maridos, separam a paixão real da volúpia
encenada? Na elaboração desta resposta, transita um sentimento tão
antigo quanto indispensável ao amor: o ciúme. Sem ele, os atores
seriam menos humanos e seus personagens menos reais.
Pois
o ciúme é coadjuvante de duas reportagens e protagonista da matéria
de capa desta edição. Classe e tolerância em relação ao ciúme podem
ser encontradas nas declarações de Andréia Baricelli, 29 anos, mulher
do ator Luigi Baricelli,
protagonista de um beijo que Xuxa definiu de bate-pronto: “Não teve
nada de técnico. Bateu na rede é gol”.
Arrogância
e submissão podem ser encontradas onde o atacante Edmundo
conta porque freqüenta a noite das grandes cidades sem a companhia
da mulher. E, por fim, tem o mais incômodo de todos os ciúmes, aquele
que aprisiona uma relação a ponto de levar à separação. Foi este
ciúme que libertou uma das mais elegantes, belas e sensuais mulheres
do Brasil: Carolina Ferraz.
Por
mais estranho que possa parecer, o ciúme foi um elemento de aproximação
entre os repórteres da revista e as fontes ouvidas para compor a
reportagem de capa. No Rio, Rosângela Honor travou um diálogo revelador
com a mãe do ator Murilo Benício, o ex de Carolina. “Eu sou muito
ciumenta”, disse a repórter. “Eu também, minha filha. Sabe que eu
trago o pai dele até hoje ali, né?”, identificou-se Berenice Benício.
Capa experimental de um dos números zero de Gente,
quando encerrou o casamento de doze anos para assumir a paixão por
Murilo, Carolina retorna agora, numa reportagem coordenada pela
editora Daniela Mendes, que movimentou sete repórteres e dois fotógrafos
em torno da história.
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