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Especial

Roberto Carlos
As flores do jardim da casa dela

As razões que levaram Roberto Carlos a transferir o corpo de Maria Rita do jazigo do cemitério da Aclimação, em São Paulo, para o alto de uma colina gramada 10 dias após o sepultamento da amada

Edwin Paladino e Luis Edmundo Araújo

Beto Tchernobilsky
Orquídeas brancas são semanalmente trocadas para enfeitar o túmulo de Maria Rita

Maria Rita Simões Braga, mulher do cantor e compositor Roberto Carlos, morreu no dia 19 de dezembro. Aos 38 anos, sucumbiu diante de um câncer generalizado. Foi enterrada no dia seguinte, no cemitério da Aclimação, em São Paulo, no jazigo 33 da quadra 60, pertencente à família dela.

Durante o enterro, cabisbaixo, o Rei não disse uma palavra. Na saída, surpreendeu ao retornar ao local para deixar um terço sobre a lápide. O gesto não foi o último adeus do Rei à mulher.

Dez dias após o sepultamento na Aclimação, Roberto voltou ao cemitério para acompanhar a retirada do caixão de Maria Rita. Ele queria que ela descansasse em um local mais tranqüilo. Ela foi levada para os jardins do cemitério Gethsêmani, no Morumbi, localizado no alto de uma colina, onde há amplos gramados, alamedas com árvores e é possível ouvir o canto dos pássaros.

“Eles sempre gostaram muito de plantas. O Roberto quis que minha irmã ficasse num jardim, e nós, da família, aprovamos a escolha dele”, explica Maria Emir Broto, irmã de Maria Rita. “Ela foi uma flor muito importante na vida dele, por isso ele encontrou um belo jardim para a esposa”, acrescenta o padre Antonio Maria, que rezou a missa de sétimo dia da mulher do Rei. Procurada, a assessoria de imprensa de Roberto Carlos disse que ele não falaria sobre o assunto.

Roberto Jayme
“Ela foi uma flor muito importante na vida dele", diz padre Antonio Maria, amigo de Rei

A segunda cerimônia de sepultamento aconteceu na antevéspera da virada de 2000, por volta das 14h, no dia 30 de dezembro.

Sob sol forte, na quadra 9, zona 4B, do Gethsêmani, o cantor e alguns familiares de Maria Rita participaram de um ritual íntimo que, longe de fãs e jornalistas, não levou mais de meia hora.

“Ele permaneceu o tempo todo calado”, conta um funcionário do cemitério. Ao final da cerimômia, orquídeas e rosas brancas foram colocadas sobre o túmulo de número 26. Na lápide de mármore, nenhum nome gravado, só a foto de uma santa.

LONGE DA RECUPERAÇÃO Dez meses depois, a pedido da família, o jazigo continua a receber orquídeas brancas toda semana. Para o Rei, este tempo não foi suficiente para dissipar a dor da perda da mulher, a quem só se refere como seu grande amor. Não deixou de pensar nela um minuto sequer. “Ele não pára de falar na minha irmã, não se esquece dela em nenhum momento”, diz Maria Emir, que conversa com Roberto Carlos quase todos os dias.

Só menciona a amada no presente. “Ele se refere a Maria Rita como se ela ainda estivesse viva”, conta Glória Severiano Ribeiro, amiga íntima da mulher do Rei. Maria Emir confirma que, embora se prepare para retornar aos palcos em 11 de novembro, num show em Recife, ele está longe de se refazer da perda. “Recuperação é uma palavra difícil de se dizer em relação ao Roberto”, observa ela.

Beto Tchernobilsky
O primeiro jazigo de Maria Rita no cemitério da Aclimação

A situação fez com que a irmã de Maria Rita adiasse o casamento com Gian Benito Pianezzelo, anteriormente agendado para o dia 22 de setembro.

Como quer ter o cunhado como padrinho, Maria Emir decidiu remarcar a cerimônia para o dia 6 de janeiro, quando a morte de Maria Rita tiver completado um ano. Até lá, o cantor já terá aparecido publicamente.

O Rei deverá percorrer algumas capitais do Nordeste até dezembro, quando interromperá a turnê para gravar o especial de fim de ano na Rede Globo. O cantor já avisou aos amigos que não quer vê-los na platéia das apresentações. Tem medo de se emocionar demais. Quer retomar os espetáculos de forma estritamente profissional.

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