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Família

Marcos Frota
O ciúme do milionário do picadeiro

Marido de Carolina Dieckman, o ator fatura mais de R$ 320 mil com seu circo e desliga a televisão para não ver os beijos ardentes que a mulher troca com Reynaldo Gianechini em Laços de Família

André Barreto

Kiko Cabral
O ator Marcos Frota como trapezista e dono de circo

O empresário Marcos Frota é um trapezista do mundo dos negócios. Há quase uma década dono do Grande Circo Popular do Brasil, coordena 150 funcionários que organizam os espetáculos, assistidos por 1.500 pessoas, e fatura R$ 320 mil em 40 shows por mês.

O ator Marcos Frota é um equilibrista na roda viva de peças e gravações. Vive na ponte aérea Rio-São Paulo-Brasília, entre as apresentações atuais do circo, na capital federal, os ensaios da peça Feliz Ano Velho, que estréia este ano em São Paulo e as gravações de Aquarela do Brasil, no Rio.

O marido Marcos Frota não gosta de brincadeira: desliga a televisão na hora da novela Laços de Família para não ver sua mulher Carolina Dieckman dar beijos ardentes no ator Reynaldo Gianecchini. Para ele, o romance entre os personagens Camila e Edu é coisa séria. “Sou ciumento, sim”, confessa. “Cuido bem do que é meu. Ela é um ser humano e portanto tem suas fraquezas”, emenda.

André Durão
Carolina Dieckman e o filho, David, de um ano e quatro meses

Mas a vida atribulada tem suas vantagens. Pelo menos para evitar que o ciúme lhe martele a cabeça 24 horas por dia. Aos 45 anos e pai de quatro filhos – um deles com Carolina – Frota planeja mais um rebento assim que ele e a mulher conseguirem suavizar o ritmo do dia-a-dia para se dedicar a um novo bebê. Mesmo porque David ainda tem um ano e quatro meses.

Dentro da sua lista de prioridades está também um projeto de ir morar nos Estados Unidos. Mas o circo nunca está fora de seus planos. “Minha intenção é manter viva a arte circense”, diz ele, considerado o embaixador do circo no Brasil.

Nas aberturas de cada espetáculo, Frota sempre mostra, através de uma história da sua infância, o quanto essa arte direciona sua vida. Quando vivia na pacata cidade mineira de Guaxupé nos anos 60, tudo mudava quando os alto-falantes anunciavam a chegada do circo. Os nove filhos do seu Vicente Frota (falecido ano passado) e de dona Maria Tereza, 75 anos, nem dormiam direito à espera do grande dia. Vestidos na roupa de domingo, iam ver a alegria dos palhaços. Mas Marcos sonhava mais alto: “Se um dia eu for artista, quero ser de circo”.

No ofício de trapezista e empresário, Frota fatura oito vezes mais do que o salário de artista da Rede Globo. A dinheirama arrecadada na bilheteria custeia uma despesa em torno de R$ 200 mil. O restante, ele embolsa. “Não criei o circo com fins comerciais”, diz. “Mas é claro que ele tem que dar lucro para sobreviver.”

Com parte do lucro, ele monta a primeira Universidade Livre do Circo no Mundo. O projeto ainda é embrionário, mas sai paulatinamente do papel. E já tem o apoio do Ministério do Esporte e Turismo. Frota quer garantir que a escola ensinará aulas de teatro, dança, história da arte, história do homem e espiritualidade: “Será a única universidade no mundo que vai juntar de maneira holística os ensinamentos do plano material com o desenvolvimento da espiritualidade”, diz.

Felipe Barra
A primeira-dama Ruth Cardoso levou a neta Isabela para assistir ao espetáculo do ator

Envolvido de corpo e alma no projeto, já conseguiu apoio político de quilate: na sexta-feira 13, a primeira-dama Ruth Cardoso levou sua neta Isabela ao circo de Frota. O apoio tem motivo. O ator colabora com a Fundação São Francisco de Assis, que ajuda creches de crianças carentes.

Seu circo faz apresentações gratuitas a entidades assistenciais como o programa Comunidade Solidária. “Quero preparar um menino de rua para que ele se transforme num artista da mais alta patente.”

O circo, não podia deixar de ser, também foi cenário do início de seu romance com Carolina. Em 1996, convidou a atriz, hoje com 22 anos, para participar de um espetáculo em Fortaleza. Na época, Carolina fazia o papel de Assucena na novela Tropicaliente, gravada naquela cidade. Ele a tinha conhecido nos corredores da Globo, quando foi chamado para participar do seriado Malhação.

No dia da participação da então atriz iniciante, a bilheteria do circo estourou. E ela encantou definitivamente o ator já quase veterano. Naquela noite, conversaram sobre carreira, namoro, viuvez, Deus e crianças. Começaram enfim a namorar. Ele nem pensava em se casar novamente, mas em pouco mais de um ano depois do primeiro encontro estavam namorando sério. E, quando decidiram se casar, veio a vontade de ter um filho.

Felipe Barra
No camarim do circo, em Brasília, ele reza após as apresentações. Ao lado, a correria para viajar

Carolina Dieckman foi a protagonista do novo capítulo da vida de Marcos Frota. Logo após o nascimento do terceiro filho, Tainã, a esposa Cibele Cláudia de Morais Ferreira Frota, com quem namorava desde o ginásio, morreu num acidente de carro, deixando também Amaralina, com 14 anos, e Apoena, com 12.

“Até hoje me pergunto o que realmente aconteceu com a Cibele”, diz ele, com lágrimas nos olhos. Frota assumiu a responsabilidade de pai e mãe para os três filhos. Ao mesmo tempo viajava com o circo pelo País, gravava a novela Mulheres de Areia e ainda achava tempo para arranjar namoradas esporádicas. “Minha família ajudou como pôde”, diz.

Hoje, reencontrou o equilíbrio, mesmo tendo batalhado pela harmonia entre seus três filhos do primeiro casamento e sua segunda mulher, 23 anos mais jovem que ele. “Tive muitos problemas com a Carol no início, mas hoje formamos um grande clã familiar”, orgulha-se.

 

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