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Renée de Vielmond
Em busca do tempo perdido

Aos 47 anos, a atriz que foi um dos rostos mais lindos da tevê nos anos 70 revela que foi infeliz por mais de 30 anos, diz que, se pudesse, não seria atriz novamente e investe numa nova vida fazendo faculdade de História

Carol Feichas
A atriz na biblioteca da PUC

DINHEIRO NO FIM A faculdade vai de vento em popa, mas o bolso não. O contrato com a Globo venceu em maio e não foi renovado. O pé-de-meia está no fim. “Tenho conta para pagar”, diz. A faculdade custa R$ 443,08 por mês, além do material. Os livros mais caros ela pega emprestados na biblioteca da PUC ou pede de presente a amigos em datas especiais, como aniversário e Natal. “Não sou moça, rica ou bem-casada”, diz ela, que este ano deu entrada em sua aposentadoria.

Renée freqüentou as aulas no segundo semestre de 1997 e trancou por dois anos. Contratada da Globo, recebia 60% do salário e poderia ser chamada. Ficou dois anos à espera de um convite. Depois, decidiu voltar à faculdade. Agora, vive um dilema: “Se voltar a trabalhar, terei de trancar a faculdade de novo”.

Mariana, de 20 anos, sua filha com José Wilker, preocupa-se com a eventual volta. “Às vezes ela pergunta: ‘Mãe, você não vai trabalhar?’.” Fruto de um casamento de dez anos da atriz com o ator, Mariana faz psicologia na mesma universidade. “Minha mãe estava precisando se dar essa chance”, diz Mariana. As duas moram num apartamento de três quartos no Leblon, zona sul do Rio, e fizeram um pacto de não ir ou voltar juntas da faculdade nem de se encontrar nos intervalos. “Tinha medo de invadir o espaço dela”, explica Renée.

André Durão
Renée e a filha Mariana estudam na PUC mas não se encontram nem vão juntas para a aula

MEDO DA PAIXÃO CEGA O ex-marido também aplaude a virada da atriz. “Renée é uma mulher que abomina a mediocridade e foi corajosa em dar um tempo para voltar a estudar”, diz José Wilker. A relação dos dois é cordial. Com ela, Wilker divide as despesas da filha. “Não somos amigos, somos separados e ponto. Mas é um ótimo pai.”

Foi na separação que recorreu ao divã. “Em 16 anos de análise, descobri que nasci para ser solteira”, diz ela, que não pensa em se casar mais. “Vivi intensamente o meu casamento e tenho medo de amar ou da paixão cega, surda e simbiótica.” Wilker e Renée se conheceram nas gravações de Anjo Mau. “Morávamos de aluguel e éramos irresponsáveis com o dinheiro”, conta.

Por isso, incentivou a filha a estudar. “Nem deu tempo de ela pedir para ser atriz, fiz lavagem cerebral mesmo”, diz. E, curiosamente, a escolha de Mariana, que estuda psicologia, projeta um desejo remoto de Renée. Quando era criança, queria ser psicanalista. As brigas se limitam ao volume do som, culpa de Renée. Ela adora ouvir MPB e música clássica.

A filha pega no pé quando o assunto é vaidade. Renée guarda num só armário suas roupas de “frio, calor, de gorda e de magra”. Os cabelos, quase sempre, ficam presos. Os amigos não cansam de sugerir um corte “mais moderno”, mas ela reluta. “Sou uma tela em branco”, diz, alisando os cabelos. “E se minha próxima personagem usar cabelo comprido?” Se estivesse livre do compromisso com o visual, Renée pararia de pintá-los. “Deixaria meus cabelos brancos”, diz. Como se a atriz quisesse passar uma tinta branca no passado e começar a pintar a sua nova história.

Fotos: Reprodução
Um anjo na platéia
Após assistir à peça Blackout, em
1967, Renée foi surpreendida pelo diretor do espetáculo, Antunes Filho. “Ela era o anjo que eu procurava”, lembra ele. Protagonizou o único longa de Antunes, Em Compasso de Espera (1). “Ele exigiu que eu lesse Princípios Fundamentais da Filosofia, de Pulitzer. Era uma menina, não entendia nada”, lembra. Aos 16 anos, estreou na telona. “Minha carteira profissional foi batizada por Antunes em 1º de junho de 1970”, conta. Em 1971, em Meu Pedacinho de Chão, da TV Cultura (2). No teatro, em 1975 (3) e em 1980, com José Wilker e a filha Mariana (4). “Não somos amigos, somos separados.”

Fotos: Divulgação
Renée em Anjo Mau, exibida pela Globo em 1976 (1) e como a fotógrafa Kelly de Eu Prometo em 1983 (2). Em seu último trabalho, interpretou também uma fotógrafa em Explode Coração, em 1996, (3) e fez par romântico com o ator Rodrigo Santoro. O contrato com a Globo venceu em maio. “Sentimos sua falta”, diz Beatriz Segall. “Renée me estimulava a escrever”, conta Lauro Cesar Muniz.

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