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Sucesso

O camaleão da música popular
Paulo Sérgio Valle compõe para Roberto Carlos, Ivete Sangalo e Herbert Vianna, é dono das músicas mais tocadas nas rádios e arruma tempo para praticar triatlo e pilotar ultraleve

Gustavo Maia

André Durão
Por conta da malhação, o compositor mantém os mesmos 75 quilos da juventude

Se eu não te amasse tanto assim, último sucesso de Ivete Sangalo, do CD que leva seu nome, é uma das músicas mais tocadas nas FMs brasileiras. Pode, inclusive, ser eleita pelas emissoras como a mais ouvida neste ano. Para a cantora baiana será o primeiro prêmio do gênero nessa sua fase de carreira solo. Mas para o dono das palavras cantaroladas pela morena da terra de Antônio Carlos Magalhães, será a terceira premiação consecutiva.

Na surdina, Paulo Sérgio Valle, 60 anos, tem abocanhado há dois anos o trono de dono das músicas das paradas de sucesso. Foi assim em 1997, com “Essa tal liberdade”, interpretada pelo Só Pra Contrariar. A cena se repetiu no ano seguinte com “Cada Volta um Recomeço”, nas vozes dos sertanejos Zezé de Camargo e Luciano. “Sei que sou um dos compositores mais procurados no mercado da MPB”, reconhece.

Paulo Sérgio Valle é camaleão quando o assunto é música. É um ás no pop romântico. Um dos poucos compositores que faz parceria com o rei Roberto Carlos. Na outra ponta da música popular, abastece ainda o gingado de Ivete Sangalo e o “mi” estridente da guitarra de Herbert Vianna. Ele abraçou a carreira nos anos dourados, época que a MPB estourou nos festivais também no gogó de quem compunha. Fez parte da nata que criou a Bossa Nova. Era um dos adeptos ao melhor estilo de João Gilberto. Mas se aposentou no primeiro show no Canecão, no Rio de Janeiro, em maio de 1966. “Foi o primeiro e o último da minha carreira de cantor.”

A apresentação foi um sucesso. Mas selou ali o seu destino como compositor. “Tinha a voz muito ruim para continuar cantando”, admite. A interpretação do criador de sucessos como “Viola Enluarada” e “Preciso Aprender a Ser Só” inspirou até a gravação de um disco, que acabou não saindo da primeira faixa. “Comecei a gravar e tive certeza de que não era cantor.” Essa faceta desapareceu. Mas a de compositor tem marcado sua presença como nunca.

Paulo Sérgio Valle continuou a parceria com o irmão Marcos Valle, que hoje mora na Inglaterra. Mas, em 1978, abandonou o gênero violão e voz tênue para abraçar o samba, o pagode e o sertanejo. Passou também a fazer dupla com Eduardo Laje, o maestro da orquestra de Roberto Carlos. Com o parceiro, fez 20 dos maiores sucessos do Rei. Entre elas, “Às Vezes Penso”, “Confissões”, “Pode Ser Amor, Pode Ser Paixão” e “Cenário”. “Não fiz pelo retorno financeiro, mas porque queria o grande público cantando minhas músicas", afirma.

CORPO EM FORMA O compositor não faz o gênero Vinícius de Moraes. Noitadas e bebidas estão longe de seu cotidiano. Dorme cedo para enfrentar a maratona de exercícios todas as manhãs no calçadão do Recreio dos Bandeirantes. É um atleta de primeira. O triatlo, a modalidade esportiva que reúne natação, ciclismo e corrida, é sua paixão desde 1990. Ele nada, corre e pedala por cinco horas. Ainda compete com atletas mais jovens e arquiteta viagens de bicicleta e caminhadas pelo mundo.

As aventuras são audaciosas. Só pelo Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, foram duas. Valle também pedalou pelos Andes e pelo norte da África. “Explorei o Marrocos sobre duas rodas”, conta. Também já foi de ultraleve até a Bahia. Ele pilota um modelo italiano Ecco, fechado, que mais parece um avião monomotor. Nessas jornadas tem a companhia da mulher Malena, 46 – com quem é casado há 30 anos – e do filho do primeiro casamento, Anco Márcio. “O exercício é como um vício. Não consigo parar”, diz. Por conta da malhação, o compositor mantém os mesmos 75 quilos da juventude.

Esporte e música ainda não absorveram Paulo Sérgio Valle por completo. Ele arruma tempo também para a literatura. Lançou dois livros. Um fala sobre as próprias viagens. O outro mostra a América do Sul para os aventureiros que sonham desbravar o Continente a pé. Atualmente prepara-se para lançar um romance, chamado Segredos de Confessionário. “Hoje tenho mais prazer em escrever. Em cinco anos largo a música e viro escritor em tempo integral.”

Enquanto direciona o futuro, curte a saúde privilegiada. Ele está sempre disposto. Seja para brincar com os netos Fabrício e Valentina ou para pilotar seu ultraleve italiano. “São minhas duas paixões”, revela. Na pele de vovô radical, fazendo música para a juventude, Paulo Sérgio Valle manteve-se atento às transformações. “Enquanto tiver força, serei assim”, completa.

 

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