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Freud: Conflito e Cultura

Fotos: Divulgação
O “pai da psicanálise”,

Todos já ouvimos falar em Sigmund Freud (1856-1939). Sabemos como seu pensamento influenciou a cultura e as artes no século 20, contrariamos algumas de suas idéias, manifestamos restrição a alguns de seus métodos, repetimos em papos de botequim a inevitável frase: “Só Freud explica”.

Apesar disso, raramente tivemos acesso ao ambiente em que trabalhou esse personagem tão presente no nosso dia-a-dia, às referências que cultivou ou mesmo à sua correspondência. O historiador Peter Gay tinha lançado uma luz sobre sua intimidade quando escreveu a biografia Freud, Uma Vida para o Nosso Tempo.

Agora, a oportunidade de conhecer o personagem Freud nos aguarda mais acessível no subsolo do Masp, em São Paulo, sob a forma da exposição Freud: Conflito e Cultura, que reúne objetos, fotografias e obras de arte do inventor da psicanálise e marca o lançamento do livro de ensaios homônimo, publicado pela Jorge Zahar Editor.

A mostra é organizada pela biblioteca do Congresso americano, que possui mais de 50 mil documentos sobre Freud. A versão brasileira, contudo, apresenta um contraponto à mostra que foi vista em Washington até janeiro do ano passado. Leopoldo Nosek, Olívio Tavares de Araújo e Maria Angela Moretzsohn, coordenadores da exposição no Brasil, resolveram pesquisar como a psicanálise tinha influenciado a produção artística nacional.

Perceberam que os modernistas faziam inúmeras referências ao médico austríaco. “O Oswald de Andrade, por exemplo, escreveu no jornal de antropofagia: ‘Viva Freud e nosso padre Cícero!’”, conta Araújo. Assim, dentro de Conflito e Cultura, introduziram um módulo com cerca de cem obras de artistas brasileiros, especialmente de modernistas, como Tarsila do Amaral, Cícero Dias, Flávio de Carvalho e Ismael Nery.

Dois pacientes do hospital psiquiátrico do Juquery também mereceram atenção dos curadores, os pintores Aurora Cursino dos Santos e Albino Brás, “para ilustrar como as idéias de Freud foram aplicadas nos hospitais psiquiátricos brasileiros”, diz Araújo. É bom lembrar, contudo, que o maior incentivador da (arte)terapia foi Carl Gustav Jung, discípulo de Freud que depois rompeu com as idéias de seu mestre.

Polêmica à parte, o contraponto brasileiro parece bem ilustrativo, assim como todo o resto da mostra, do título Conflito e Cultura, mostrando uma personalidade contraditória e inclinada a experimentações. Quem visitá-la poderá sair falando pelos botequins algo além do lugar-comum “só Freud explica”. Cristian Avello Cancino

Até 26 de novembro – Masp – av. Paulista, 1.578 – São Paulo

Detalhe de obra de Tarsila do Amaral, influenciada pela psicanálise; no centro, o famoso divã de Freud; abaixo, a escrivaninha com obras de arte.
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