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Perfil

John Waters

Leandro Pimentel
Waters

Quem não conhece os filmes do cineasta americano John Waters, fatalmente irá comprar gato por lebre ao se deparar com um sorridente dândi de modos delicados e fala mansa. Waters ostenta um bigode fino rente aos lábios e jamais esquece uma camada de base para evitar a pele brilhante nas fotos.

Entre seus apetrechos, carrega uma caixinha de prata onde estão acondicionados palitos de dentes, tirados de tempos em tempos para ocupar o lugar de onde antes pendiam cigarros. Essa figura extravagante escreveu e dirigiu Cecil B. Demente, uma das principais atrações do Festival do Rio BR 2000.

Com título roubado de um perfil de Waters publicado na imprensa americana, o filme demole de maneira corrosiva os mitos em torno de Hollywood. Amante de Pier Paolo Pasolini, Sam Peckimpah e Otto Preminger, o personagem-título (Stephen Dorff) lidera uma turma de radicais que seqüestra a estrela Honey Whithlock (Melanie Griffith) para realizar um filme em torno da decadência do cinema americano. Tudo tem fundamento em experiências que o diretor, um apaixonado pelo kitsch, o bizarro e o grotesco, viveu em sua carreira.

Acostumado a trabalhar sempre com as mesmas pessoas, perambulava pela cidade de Baltimore – seu cenário preferido – com uma câmera na mão filmando cenas. Até hoje, muitas dessas pessoas lhe são fiéis. “Uma grande amiga minha saiu do hospital, onde havia se recuperado de uma operação para retirar um tumor e foi direto para o set”, conta com orgulho. “Ela aparece em várias cenas.”

“Cecil B. Demente é um filme underground sobre os subterrâneos de Hollywood”, diz Waters. Financiado por investidores franceses, o filme jamais passaria pelo crivo dos grandes estúdios. O diretor sabe disso, mas não se abala. “Falamos sobre terrorismo cinematográfico, coisa que não existe em lugar algum”, diz ele. “Mas quem nunca pensou em explodir a bilheteria de um cinema ao sair de um filme ruim?”

Nascido e criado no cinema underground, Waters sabe o que diz quando aponta sua carga de impropérios contra Hollywood. Ele esteve do outro lado do balcão em pelo menos três ocasiões, Cry Baby (1990), Mamãe É de Morte (1994) e Pecker (1999). “A diferença é que em Hollywood os salários são muito melhores”, aponta. (A.G.)

 

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