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Marta Suplicy: Madame PT
Favorita em São Paulo, ela é vitrine de um PT que nunca se viu: mora no bairro mais caro da cidade, tem seis empregados, freqüenta restaurantes de luxo, vai duas vezes por semana ao cabeleireiro e passou por Ivo Pitanguy

Gustavo Maia e Marianne Piemonte

Piti Reali
Na mesa, com o marido, o senador Eduardo Suplicy

Em 1983, Eduardo Smith Vasconcellos Suplicy, o Supla, então com 17 anos, entrou na mansão da rua Grécia, no Jardim Europa, em São Paulo, com os cabelos arrepiados e descoloridos. Para completar, fez uma tatuagem de caveira no braço direito. A psicóloga Marta Suplicy, símbolo da mulher liberal, tolerante e compreensiva graças ao sucesso nacional alcançado com o programa TV Mulher na Rede Globo, se desarmou numa rara exibição de fraqueza materna.

Chocada com o visual radical do filho, dirigiu-se, sozinha, ao quarto, bateu a porta com força e trancou-se. Em seguida, foi acalmada pelo marido, Eduardo Matarazzo Suplicy, o primeiro senador eleito pelo PT no País. “É coisa de adolescente”, tentou ponderar o marido. Não era. Supla, o roqueiro, continua o mesmo. Passados 17 anos, quem mudou foi a mãe dele.

Marta Suplicy, 55 anos, abandonou os cabelos longos e escuros dos tempos de TV Mulher e, com os cuidados de quem freqüenta o cabeleireiro duas vezes por semana (nesta época de eleição as visitas são diárias), está dando uma nova imagem ao PT.

No primeiro turno das eleições, realizado no domingo 1º, Marta amealhou 2,1 milhões de votos dos paulistanos – 38% dos votos válidos. O segundo colocado, Paulo Maluf, do PPB, atingiu 960 mil votos. Marta vai ao segundo turno, dia 29, contra o rival que sempre quis, mas por enquanto está no pior dos mundos. Maluf entra na nova rodada sem ter nada a perder. E ela, vitoriosa e favorita, sabe que ganhou, mas ainda não levou. “Não retrucarei ataques pessoais”, diz Marta.

Piti Reali
Abacaxi, morango e comida chinesa na geladeira

Confirmada a expectativa, assumirá uma cidade problemática, com orçamento de R$ 7,8 bilhões e uma dívida de R$ 18 bilhões. Com Marta, São Paulo será vitrine para algo que ainda não se viu na política brasileira: o PT que usa salto alto, foi formado no mais tradicional colégio católico para moças da sociedade local, freqüenta com naturalidade restaurantes de luxo, reside no bairro mais caro da cidade e mantém em casa seis funcionários.

PLÁSTICA FACIAL Reconhecida no meio acadêmico, com 10 livros publicados sobre sexualidade, Marta estreou no Congresso em 1995. Vestia um tailleur azul cobalto e marcou sua passagem com o projeto de união civil de pessoas do mesmo sexo, que causou irritação na Igreja Católica.

É dela o projeto que garante 20% das vagas partidárias a mulheres candidatas. E é, na abertura desse espaço, que ela reconhece um de seus méritos. “Minha participação na vida política possibilitou que as meninas visualizassem outro tipo de futuro para elas. Entrei para o imaginário delas, mas não passava pela minha cabeça ser política”, diz.

Álbum de família
Aluna do Sion

Resolvida intelectualmente, Marta não se descuida do visual. Em 1997, submeteu-se a uma plástica facial com o cirurgião Ivo Pitanguy. “Depois que vi o resultado, fui visitá-lo para agradecer”, revela Suplicy. Do closet da candidata, saem cores fortes e modelos de corte conservador. Apesar de não fazer questão de grifes, já declarou admiração pelos estilistas Reinaldo Lourenço e Glória Coelho.

Os cuidados com os cabelos são um capítulo à parte. Vaidosa, submeteu-os a três profissionais. Iranã Cassolari cuidou dos cabelos dela de 1995 a 1998. Iranã relembra que, para não perder tempo, a cliente marcava o primeiro horário do dia. E entre lavar, cortar e escovar, o ritual durava 40 minutos. O corte, sempre clássico, era colorido por uma tintura loira acinzentada com mechas brancas.

Álbum de família
Líder da turma do colégio

Foi esse visual que chamou a atenção do coiffeur paulista Celso Kamura, do salão Spetakulo. Ele se apresentou a Marta em 1998, na sala de espera de um médico ortomolecular (que previne o envelhecimento), em São Paulo. Para abordá-la, Kamura foi contundente: “Te adoro, mas acho que você deve mudar esse cabelo”. O argumento a convenceu. Ele sugeriu outra cor. Ela topou. Além da tintura importada, ela utiliza produtos para fortificar os fios. O corte custa R$ 120,00. “Às vezes nem cobro”, diz Kamura.

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