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A primeira Ana Maria Braga
Apresentadora de programa feminino nos anos 50, Maria Thereza Gregori é irmã do ministro da Justiça e critica sucessoras que só pensam em culinária

Carla França

Hélcio Toth
Maria Thereza foi homenageada como pioneira nos 50 anos da tevê

Sempre que as emissoras de tevê não respeitam a classificação etária das atrações, o ministro da Justiça, José Gregori, recebe uma ligação de sua irmã. Fanática por televisão, ela atua como sua fiscal. É a maneira que Maria Thereza Gregori, de 74 anos, encontra para estar por dentro dos assuntos de tevê.

Nos anos 50, contudo, estava literalmente dentro da telinha. Primeira Ana Maria Braga da televisão, inaugurou o horário vespertino dedicado às mulheres, em 1958, com o Revista Feminina. A atração ficou por treze anos na TV Tupi.

Homenageada quinta-feira 28, na festa promovida pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, na Estação Júlio Prestes, Maria Thereza reencontrou Glória Menezes e Tarcísio Meira, Hebe Camargo, Lolita Rodrigues, Vida Alves e Dercy Gonçalves. “Fiquei emocionada”, diz ela, que recebeu um diploma pelo pioneirismo. Formada em Contabilidade, hoje é voluntária da Fundação Pró-Sangue. “Não se dava o valor que dão a esse gênero hoje”, diz a comediante Dercy Gonçalves, de 94 anos. “Ela era muito bonita e fazia tudo direitinho.”

    Álbum de Família
 
 
A apresentadora, na secretaria da Escola de Artes Dramáticas da USP (à esq.) e trabalhando com Ofélia (à dir.)

O cardápio de atrações era moda, beleza, pediatria, geriatria e noticiário. O programa lançou Glória Menezes, cuja primeira aparição foi na novela exibida durante o programa, Senhora, baseada na obra de José de Alencar.

“Precisavam de uma atriz e sugeri a Glória, minha amiga da Escola de Arte Dramática”, conta. A culinarista Ofélia, os estilistas Denner e Clodovil debutaram lá. “Meu vestido de casamento foi do Clodovil com a fazenda que os Matarazzo me presentearam”, gaba-se.

No anos 60, Maria Thereza foi convidada para recepcionar a rainha Elizabeth da Inglaterra no Brasil. “Nós éramos vips”, conta a atriz Vida Alves, 72 anos, que, com Maria Thereza, esteve no evento. Com o fim da atração, ficou dois anos afastada, dedicando-se ao seu mercado
Fotos: Álbum de família
 
No ano da estréia, Maria Thereza foi premiada com o troféu Tupiniquim. À direita, ela posa com Sargentelli e amigos  
e trocas de objetos. “Era uma loucura, tinha gente que trocava galinha por dentadura, casa por apartamento”, lembra. Um dia, Pietro Maria Bardi, que havia sido seu professor de arte, visitou o mercado e ficou fascinado. “Quinze dias depois, estreou a feirinha do Masp com o meu pessoal”, conta ela.

Em 1973, contratada pela Bandeirantes, ressuscitou o Revista Feminina, versão em cores. Ficou dez anos no ar. De lá, foi para a TV Gazeta por um ano, encerrando a carreira. “Sou a mãe da matéria, mas me colocaram na lata do lixo.” Casada há 40 anos com o engenheiro Atila Lopes Rocha, com quem teve dois filhos, Maria Thereza torce o nariz para os programas femininos. “Hoje só se preocupam com comida, parece que as mulheres só sabem fazer isso e o pior é que engorda”, alfineta.

 

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