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Polêmica

A capitão rebelde
Diná Leite Moraes paga R$ 81 mil à Aeronáutica por ter abandonado carreira para se casar com oficial americano e virar dona de casa

Cecília Maia

Leandro Pimentel
A farda azul, que já foi motivo de orgulho, faz parte do guarda roupa

Março de 1984. Diná Leite Moraes, recém-formada em engenharia civil pela Universidade Santa Úrsula do Rio de Janeiro, não se continha de emoção enquanto fazia juramento à bandeira nacional. Estava em posição de sentido na base aérea de Belo Horizonte. Os aviões da Força Aérea Brasileira cortavam o céu claro daquela tarde. Pela primeira vez, ele vestia a farda azul da Aeronáutica.

A solenidade coroava uma vida escolar de destaque e marcava o início de uma carreira promissora. Orgulhosa, Diná tinha a consciência de estar abrindo caminhos. “Eu pertencia à terceira turma feminina das Forças Armadas. Era uma profissão masculina, nova para as mulheres e por isso muitos amigos estranharam a minha escolha”, relembra.

Álbum de família
Em Ohio, durante o curso mestrado em 1998

Setembro de 2000. A mesma Diná, agora capitão, vestida à paisana, 40 anos, roçava uma mão na outra, tensa, sentada no canto de uma sala do Superior Tribunal de Justiça de Brasília. Naquele instante, os ministros julgavam uma causa na qual ela era a ré. A Aeronáutica exige R$ 306 mil como indenização por tudo o que investiu na oficial. Ela pagou R$ 81 mil, valor do curso de mestrado nos Estados Unidos. E acha que não deve mais nada.

Tudo o que quer é se desligar da corporação para ser dona de casa ao lado do marido, o oficial da força aérea norte- americana Joseph Scherrer, 33 anos, na cidade de New Baden, em Illinois. É lá que a casa do casal está montada. “Eu o conheci num curso de mestrado nos Estados Unidos. Em oito meses me apaixonei e me casei. Os amigos estranharam a minha escolha”, comenta.

E não é para menos. Conhecida como feminista daquelas que alardeavam nunca se submeter aos caprichos de um homem, Diná gostava da vida de solteira que levava entre chopinhos, no fim de tarde, a vida agitada das noites cariocas e uns “affairs” vez por outra, sem grandes compromissos. Na verdade, ela vivia mesmo para o trabalho. Militar de competência reconhecida, chegou à mais alta patente alcançada por uma mulher da Aeronáutica. Especializou-se em informática e desenvolveu informações logísticas para a Força Aérea Brasileira.

Álbum
de família
O casamento

ROMANCE A JATO Os pais, inconformados com a dedicação da filha, queriam levá-la para o altar de qualquer jeito. Os amigos já estavam acostumados com a rebeldia daquela militar que achava os homens machistas e o casamento uma instituição falida. “Quando Joe ligou para pedir a minha mão, ninguém acreditou”, conta a capitão, que ainda cumpre a função e espera que os superiores assinem logo o seu desligamento.

A relação entre Diná e Joseph, que chegou a ser tema de longos discursos a favor do amor no Superior Tribunal de Justiça, onde ela ganhou a causa, começou seis meses depois do início do curso de mestrado no Instituto de Tecnologia da Força Aérea americana, em 1998.

Numa certa noite, Joe a convidou para tomar algo. Ela aceitou. Conversaram, beberam e dali passaram a primeira noite juntos. Nada demais para uma mulher experiente. Só que ele a procurou outras vezes. Descobriram que eram vizinhos. A convivência se tornou constante. “Joe foi mudando a minha visão sobre o casamento. Hoje acho que uma mulher pode ser sustentada sem ser dependente do marido”, reconhece.

A paixão não foi à primeira vista e nem a decisão de largar as forças armadas foi tomada do dia para a noite. Mas ainda hoje ela mesma se surpreende. “Meu objetivo é viver ao lado do meu marido, ter filhos e ser feliz.”

 

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