CAPA
 ÍNDICE
 Exclusivo Online
 MULTIMÍDIA
 SEÇÕES
 REPORTAGENS
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO
  SECULO
 EXCLUSIVAS
 INTERNACIONAIS
 INTERNET
 CLICK
 BUSCA


Capa

Ângela Amin: Madame PPB
A prefeita de Florianópolis, que já chegou a dar mesada para o marido, o governador Esperidião Amin, trocou as colunas sociais pelas páginas da política e freqüenta as reuniões no colégio dos filhos

Cesar Guerrero, de Florianópolis

Piti Reali
“Não abro mão de participar intensamente da vida dos meus filhos”, diz

Antes de garantir a reeleição com
55,77 % dos votos válidos no primeiro turno, a prefeita de Florianópolis, a matemática Angela Amin, 47 anos, do Partido Progressista Brasileiro (PPB) teve de enfrentar um desafio doméstico. Conciliar a administração da capital de Santa Catarina com o papel de mãe e dona de casa.

Na família, é ela quem toma as decisões do cotidiano, administra a contabilidade, e até distribui a mesada dos filhos João Antônio, 20, Maria, 17, e Joana, 13. A educação da prole é encarada com zelo. A mãe faz questão de ir pessoalmente a toda reunião de pais e mestres. “Eu não abro mão de participar intensamente da vida dos meus filhos”, garante.

O poder atinge os gastos pessoais do marido, o governador do Estado, Esperidião Amin, 52. Num certo período, ele depositava o salário integralmente na conta dela e recebia uma quantia semanal para gastos pessoais. Esperidião não depende mais da mesada da mulher, mas as contas ainda passam pelo crivo e aprovação de Ângela.

Ângela fez a opção pela política há 12 anos, quando o espaço dedicado a ela ficava reservado às colunas sociais dos jornais catarinenses. Filha de um funcionário de indústria têxtil com uma professora de escola estadual, e mulher de um dos políticos mais influentes do Estado, ela participou das festas concorridas da sociedade local. E continua marcando presença nesses eventos, sempre trajando-se com roupas elegantes, porém discretas. No trabalho, as calças compridas e camisas de seda são a opção mais freqüente. “Não precisa gastar uma fortuna para estar bem arrumada. Acho um absurdo alguém que entra numa loja de Roma e compra 15 vestidos”, diz.

Em 1988, candidatou-se a uma vaga na Câmara dos Vereadores. Foi eleita com folga. A partir daí não parou mais. Acumulou em seu currículo um mandato de deputada federal e concorreu, sem sucesso, ao governo do Estado nas eleições de 1994. Nessa época, a mãe sentiu o índice de rejeição dentro do próprio lar. João Antônio, o filho mais velho, não suportava mais ouvir os ataques que a mãe recebia de seus adversários. Hábil, ela tentou contornar a situação. Depois de muito diálogo, decidiu-se que o assunto seria banido das refeições.

A determinação transformou-se em hábito. Até hoje, durante as refeições no Palácio da Agronômica, residência oficial do governador, não se discute política. O esporte é o tema principal. João Antônio é surfista e fã do tenista Gustavo Kuerten.

Foi através do esporte que Ângela e Esperidião se conheceram. Em 1973, ela trabalhava na secretaria da Universidade de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina. Ele dava aulas de administração no mesmo prédio. Porém, os dois não se conheciam. O atual governador apostou com os amigos que o Avaí, time de futebol local, venceria uma partida contra o Caxias (RS). A equipe perdeu no campo e o então professor teve de pagar um almoço. Ângela fazia parte do grupo que participou da boca livre.

A união foi matrimonial e política. Apesar de pedir conselhos para o marido, mais experiente, Ângela imprimiu marca própria e tem resultados para mostrar. Na sua primeira administração, a mortalidade infantil caiu de 21 para 9 crianças mortas antes do primeiro ano de vida, para cada 1.000 nascimentos. “É bom poder falar com o governador sem ter de marcar audiência”, afirma. Normalmente essa conversa acontece à noite. O gabinete é uma extensão da sua casa. Metódica, não consegue trabalhar quando algo está fora do lugar. “Nem que quisesse, eu não teria condições de cuidar da casa e da prefeitura com tanta organização”, diz Esperidião.

Álbum de Família
O atual governador Esperidião Amin usava barba quando se casou com Ângela, em 1979. Em 1996, o casal com os filhos João Antônio, Maria e Joana, em viagem de férias. E ao lado dos pais de Ângela, Pedro e Petrolina Heinzen, na festa de bodas de ouro, em 1999.

 

 

Leia Também

Ângela Amin:
Madame PPB

Marta Suplicy:
Madame PT

Amigos de fino trato

A capitão rebelde

As medidas
da paixão

A primeira Ana
Maria Braga

Regina Casé
A revanche
vem do sertão

A batuta polivalente

O ouro do Brasil
em Sydney

Horóscopo

ENQUETE
Adriane Galisteu fez bem em trocar a Rede TV! pela Record?
Sim
Não
FÓRUM
O favoritismo de Marta Suplicy em
São Paulo
muda a imagem
do PT?

EDIÇÕES
ANTERIORES

ESPECIAIS
MULTIMÍDIA
BATE PAPO
ASSINATURAS
EXPEDIENTE
PUBLICIDADE
FALE
CONOSCO
ASSINE A
NEWSLETTER

| ISTOÉ ONLINE | ISTOÉ | DINHEIRO | PLANETA |ÁGUA NA BOCA |
EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2000 Editora Três