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Maria Mariana

“Cansei de ser adolescente”
Marcada pelo sucesso de Confissões de Adolescente, a atriz faz novas confissões, agora como mãe

André Durão
Maria Mariana e a filha Clara, de 7 meses

Oito anos depois do estrondoso sucesso do livro e da peça Confissões de Adolescente — espetáculo assistido por 800 mil pessoas entre 1992 e 1998 — Maria Mariana cansou de ser vista como porta-voz de uma geração de adolescentes. Filha do diretor Domingos Oliveira, a caçula da família — ela é irmã de Daniele e Igor, de 37, e Frederico, 36 — diz que só agora, aos 27 anos, está conseguindo se livrar do rótulo desde que estourou como uma escritora,
aos 19 anos.

Há um ano e meio, conheceu num curso de meditação seu segundo marido, o médico André Peçanha, 43 anos, com quem teve sua primeira filha, Clara Maria, de sete meses e meio. Depois de passar uma temporada de seis meses em Macaé, no Norte Fluminense, onde o marido foi trabalhar temporariamente, Maria Mariana está de volta ao Rio.

No momento, vive a expectativa de voltar ao teatro na peça Todo Mundo Tem Problemas, que estréia dia 12 de outubro, no Planetário da Gávea, Zona Sul do Rio. Também está debruçada sobre o romance que pretende lançar no próximo ano, pela Record.

Sua gravidez foi planejada?
Foi. Conheci meu marido e um mês depois já estava grávida. Decidimos ter logo. Eu sempre tive vontade de ser mãe. Achei que era o momento certo, queria dar uma parada. Estava meio de saco cheio das coisas que estava fazendo. Quando você está engrenada num trabalho que está adorando, é difícil dar essa parada, No meu caso, só estava esperando chegar o pai, e chegou.

Qual foi seu primeiro sentimento diante do bebê: amor ou responsabilidade?
Pensei: “Será que mereço uma coisinha tão linda?” Tenho que fazer por merecer. A maternidade é tão intensa que nem dá tempo de você pensar. É tão físico o trabalho, tão visceral. Senti um amor que não conhecia. Mesmo antes de engravidar, me comunicava com o filho que ia ter em momentos difíceis da vida. Sentia sua presença.

Como foram os primeiros meses?
Acordava seis vezes durante a noite. No início, nos primeiros dias, não conseguia nem dormir. Seu metabolismo muda, você precisa de menos sono. Meu sono está mais leve. Às vezes, pensava: “Tenho que acordar para fazer mamadeira, não acredito. Ah, eu quero dormir”. Mas o que você ganha é imenso, é uma luz na sua vida. Você sente que vai ficando melhor a cada dia. O neném exige que você vá enfrentando suas dificuldades.

Teve depressão pós-parto?
Não. Mas muda tudo na hora que o bebê nasce. Naquele momento que sai da sua barriga, você é outra pessoa. Muda seu corpo, seu jeito de encarar o mundo é outro. Aí você pensa: “Caramba, como vou me enquadrar de novo? Que tipo de pessoa sou agora? Que tipo de pessoa vou ser? Que tipo de roupa vou usar? Qual vai ser meu figurino agora? Como vou fazer para trabalhar?” Ainda estou me entendendo.

Você se olhava no espelho quando ainda estava fora de forma?
Tive medo de meu corpo não voltar nunca mais. Eu me olhava no espelho e falava: “Ai, caramba! Engordei 18 quilos na gravidez”. Não tive tempo de fazer exercícios e meu corpo voltou ao normal. Não estou saradíssima porque também nunca fui. Tinha a barriga mais dura. Agora que a Clara deixou de mamar, sinto menos fome. Ainda tenho leite. Quando o peito incha, ofereço. Mas ela não quis mais desde que começou a comer.

O que é mais difícil no pós-parto?
É a questão do se abandonar. É um período da sua vida que você vive inteira em função do outro. O tempinho que sobra você dedica a seu marido. Afinal de contas, você tem um casamento.

O bebê atrapalhou o casamento?
Os maridos sentem muito. Sempre fui muito maternal. Sempre cuidei muito dos meus homens. Me preocupava com a roupa que o André ia usar no dia seguinte, passava. Sempre tive esse tipo de carinho. Isso ele não tem mais, coitado, porque não sobra tempo. Você cuida um pouco do casamento e já é muita coisa. Então é um se abandonar muito e, se você não tiver estrutura para saber que isso é um período, dá uma pirada de cabeça. É um furacão que passa na sua vida. Tem que esperar a poeira abaixar.

O sexo foi prejudicado na gravidez e pós-parto?
Não, foi ótimo. Só melhorou e muito. Eu me senti mais mulher, mais forte. Não me tirou o desejo. Muito pelo contrário. Tinha desejo durante a gravidez. Logo que acabou o resguardo, voltou ao normal. Meu marido também não teve problemas por eu estar mais gordinha. Pelo contrário, cresce tanto o amor entre o homem e a mulher quando são pai e mãe.

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