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Maria Mariana

“Cansei de ser adolescente”
Marcada pelo sucesso de Confissões de Adolescentes, a atriz faz novas confissões, agora como mãe

André Durão
"Fazer sucesso cedo bloqueia"

Ele teve ciúmes?
Ele já tinha sido pai duas vezes. Isso contrabalançava o fato de eu ser mãe de primeira viagem. Mas acho que ele não teve ciúmes porque cuidei bem do tempinho que nos sobrava. Foi bom termos saído do Rio. Ficamos longe das visitas. Sobrava mais tempo para ficarmos juntos.

A diferença de idade atrapalha?
André é meu primeiro namorado mais velho. Sempre dizia: “Homem mais velho não é para mim”. Sempre tive relação muito forte com meu pai. Eu e André temos um vínculo forte, nos conhecemos num curso de meditação. O vínculo homem–mulher, pai–mãe tem sempre furo.

A peça Todo Mundo Tem Problemas é seu primeiro trabalho depois da gravidez?
Na verdade, estou com projeto para escrever um livro para a Record. Achei que este período da amamentação seria perfeito. Na minha cabeça, achava que seria só amamentar e escrever. Claro que não foi assim, primeiro filho é muito desgastante. E ainda mais para mim, que tinha de fazer tudo sozinha, não tinha babá. Para mim, era impossível pensar em alguém cuidando da Clara. Até cheguei a entrevistar uma enfermeira, mas depois vi que não tinha nada a ver. Não sou este tipo de mãe. Quando se bota alguém para cuidar da criança neste período, mais tarde se sente falta desta intimidade.

Ter se tornado mãe a liberou da imagem de adolescente?
Ainda sou muito vista como adolescente por causa do Confissões. Sempre tive o dilema de precisar mostrar que tinha amadurecido. Estava cansada dessa imagem de adolescente.

Você estava cansada de ser porta-voz dos adolescentes?
Completamente. Fazer sucesso cedo não é simples. Dá uma bloqueada. Você não tem estrutura para tanta responsabilidade. Tinha 19 anos, foi a primeira coisa que escrevi. Aquilo me deu uma bloqueada. Eu até agora tô. Fico me cobrando algo no mesmo nível. Fiquei muito tempo pensando em fazer outra coisa, mas pensando no resultado, querendo provar para os outros que eu podia fazer outra coisa.

Quando essa imagem começou a incomodá-la?
Quando passei a fazer outras coisas, dirigir, escrever...Acho que até hoje não fiz mesmo uma outra coisa. É assim que a mídia funciona. Eu sou aquilo, visto aquele rótulo e eu que trabalhe para me livrar dele. Não é culpa da mídia. Não fui uma pessoa que me deslumbrei até porque sou de uma família de artistas. Se não fosse isso, teria surtado.

A fama atrapalhou namoros?
Demais. As pessoas se relacionam com a sua imagem, não com você. Isso foi muito complicado. Era jovem. Quem se aproximava de mim, acabava se infiltrando.

Você se sentiu usada?
Isso tinha demais. O André nem sabia de Confissões quando me conheceu. Ah, eu adorei. Ele só vai me ver em cena agora, nessa peça. Me senti amada pelo que sou.

Você já tinha sido casada antes...
Quatro anos e meio (com o músico Edmardo Galle). Deu errado desde o início. Foi a maior neura. Nosso problema era de muita simbiose. Não éramos um casal. Passávamos 24 horas por dia juntos. Parecíamos dois velhinhos que estavam há 40 anos juntos. A gente idealizou um casamento, cumpria os personagens e, na verdade, não colocávamos para fora nossos verdadeiros desejos e inquietações. Eram duas crianças brincando de casinha.

Você já releu Confissões?
Releio de vez em quando. Tenho o maior carinho por aquela Mariana tão inocente. Claro que é ingênuo, mas acho bonito não ter tido pudor de colocar essa ingenuidade para fora.

Você usou drogas?
Achava que a droga era uma aliada do processo de criação, que inspirava, deixava a cabeça mais solta. Hoje em dia acho o oposto. Acho que a droga tira qualquer possibilidade de criação. Qualquer coisa criada sem álcool, sem maconha, pode ficar mais profunda, melhor. Fumei maconha, mas nunca cheirei cocaína, graças a Deus. Hoje não uso nenhuma droga.

Que experiências contadas no livro não repetiria?
A parte dos vícios. Tomei muito porre quando era adolescente. Queria imitar meu pai. Ficava em casa fumando, escrevendo, tomando uísque. Acho que fiquei muito mais natureba. Tomo uma cervejinha de vez em quando. Uísque, não. Nunca gostei.

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