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por Luciana Franca

Baden Powell
Violonista morre no Rio, aos 63 anos, e deixa gravado o CD inédito Lembranças, que será lançado em novembro

Tasso Marcelo/AE/Folha Imagem
Baden Powell e seu violão, companheiro inseparável,, e nos anos 60, ao lado do parceiro Vinícius de Moraes

Na manhã da terça-feira 26, o violonista Roberto Baden Powell Aquino, 63 anos, morreu vítima de infecção generalizada em decorrência de uma pneumonia bacteriana grave. Diabético, Powell estava internado desde 23 de agosto na Unidade de Tratamento Intensivo da Clínica Sorocaba, no Rio.

Nos últimos dias o estado de saúde do violonista agravou-se e ele foi submetido a sessões diárias de hemodiálise. O corpo de Powell foi velado na Câmara dos Veradores, no Rio, e enterrado no cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo.

Com mais de 70 discos gravados, 60 deles no exterior, a veia musical de Baden Powell, batizado assim em homenagem ao general inglês fundador do escotismo Robert Baden Powell, esteve sempre presente em sua família. O avô, que não chegou a conhecer, era negro, regente e fundador de bandas de escravos e seu pai era uma espécie de violinista amador que ia de casa em casa tocar serenatas para moças e famílias ouvirem da janela.

Powell nasceu em 6 de agosto de 1937 no município fluminense de Varre-e-Sai. Aos três meses de idade mudou-se para o Rio de Janeiro, onde aos 4 anos estreou dedilhando no violão. Aos 13 anos, Powell conheceu todo o Brasil durante suas apresentações, que só aconteciam nas férias escolares. Talvez por isso, quando completou 15 anos, largou os estudos para dedicar-se totalmente à música.

A família precisava de dinheiro, já que seu pai, que fazia artigos em couro, foi à falência. Nessa época, Powell tocou na orquestra da Rádio Nacional e num cabaré na Lapa, no Rio, onde entrava com certidão falsificada. É desse período seu primeiro sucesso, “Samba Triste”, com o parceiro Billy Blanco.

Em 1959, conheceu o poeta Vinícius de Moraes, que tornou-se seu parceiro mais constante. Como morava longe e tinha de atravessar toda a cidade na madrugada, após compor noite adentro na casa de Vinícius, Powell chegou a morar com o poeta por quatro meses. A moradia rendeu obras como “Samba em Prelúdio”, “O Astronauta”, “Consolação” e “Tem Dó”.

Em 1962 foi a Paris para uma temporada de três meses e acabou retornando somente três anos mais tarde. Desde então, passou muitas temporadas na Europa. No total, morou mais de 20 anos na Alemanha e França. Em 1995 recebeu o Prêmio Shell pelo conjunto de sua obra.

Powell, que atualmente morava no Rio com sua quinta mulher, Elizabeth do Carmo, deixou gravado um CD inédito. O álbum Lembranças, finalizado há dois meses, deverá ser lançado em novembro pela gravadora Trama. Os dois filhos de Powell, nascidos na França, também são músicos. Em 1994, o pianista Philippe, 23, e o violonista Louis Marcel, 18, gravaram ao lado do pai, o CD ao vivo Baden Powell & Filhos.

Juca Rodrigues
Eduardo Lafon morre de câncer aos 53 anos em São Paulo

Eduardo Lafon,
superintendente artístico do SBT, 53 anos, morreu em sua casa no bairro do Morumbi, em São Paulo, na madrugada da quarta-feira 27, vítima de câncer no estômago.

Há seis meses Lafon vinha se submetendo a tratamento em clínicas especializadas nos Estados Unidos. Ele nasceu na cidade de Tupã, no interior de São Paulo, fez escola de cinema e atuou em fotonovelas, na década de 60. Trabalhou por 19 anos na Rede Bandeirantes, passou pela Rede Globo, Record e, desde 1998, estava no SBT.

Em todas as emissoras ele sempre ocupou cargos executivos. O corpo de Eduardo Lafon foi velado no Hospital Albert Einstein, onde ele esteve internado até a sexta-feira 22. O superintendente pediu alta aos médicos para ficar perto da mulher e dos três filhos – Eduardo, Veridiana e Marjorie.

Sua última aparição pública foi no início do mês durante a campanha beneficente Teleton, da qual foi um dos organizadores.
O corpo foi enterrado no cemitério Congonhas, zona sul de São Paulo.

 

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