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Fortuna

A pobre menina rica
Pai quer dar mesada de um salário mínimo para Luiane Amaral, a garota de 17 anos que ganhou R$ 1 milhão na internet

Cecília Maia

Felipe Barra
Luiane vai comprar um
Gol popular e aumentar
a coleção de CDs

Assim que desembarcou no aeroporto de Brasília, na tarde de sexta-feira 15, depois de ganhar a bolada de R$ 1 milhão na gincana virtual promovida pelo portal Cidade Internet, Luiane Amaral, 17 anos, tinha consciência de que nada seria como antes. Tudo se tornou gigantesco em torno dela. A família assustou-se com a exposição da garota. Até a palavra seqüestro foi ventilada entre quatro paredes. Chegou-se a pensar na hipótese de afastá-la da faculdade e tirá-la por alguns dias da cidade.

Nada disso foi feito. A rotina será mantida, com alguns cuidados. Luiane só sai acompanhada dos pais e evita falar com os colegas sobre a premiação. “Não quero fama nem pretendo ostentar riqueza. Quero continuar sendo a pessoa que sempre fui com os amigos, os vizinhos e a família. Sou simples e vou continuar assim”, promete a adolescente.

A vida de Luiane sofreu uma reviravolta nos últimos seis meses. Ela passou no vestibular, no curso de Psicologia, sem ter concluído o terceiro ano do segundo grau. E de quebra ganhou o primeiro milhão. “A sorte ajudou, mas tenho certeza de que nos dois casos houve empenho e dedicação de minha parte”, acredita.

Os pais estão desempregados há cerca de um ano. Cláudio Amaral, o pai, matemático, vive com a indenização do último trabalho. Lorna Daufenbach, a mãe, é assistente social, mas conta com a renda do segundo marido. Diante da crise, a adolescente já havia abandonado alguns prazeres para colaborar com a economia doméstica.

A ginástica foi o primeiro supérfluo a ser cortado. Ir ao teatro, outra diversão, foi trocada pelas noites de navegação na internet. Até para comprar roupas era preciso fazer e refazer as contas. E, mesmo assim, tanto ela como a irmã Érica, 14 anos, só adquiriam o necessário. “Meus pais pensaram em nos tirar das aulas de inglês para aliviar o orçamento. Mas como elas são necessárias para a nossa formação acadêmica, eles decidiram bancar o curso somente até o fim desse semestre”, explicou.

NEGOCIAÇÃO SALARIAL Com R$ 1 milhão no bolso, Luiane começa a alimentar os sonhos que tinha deixado de lado. Um carro, modelo Gol da linha popular, está na lista dos bens de consumo. No final do ano, viajará para os Estados Unidos. Vai levar o pai e a irmã. “Quero conhecer Nova York, ir a teatros, shows, e ver um pouco aquela vida que parece maravilhosa", entusiasma-se.

Os luxos param por aí. Atualmente, negocia uma mesada com o pai, que administrará a fortuna. “Eu acho que ela deve receber um salário mínimo”, diz ele sob o olhar de desagrado da filha, que reivindica o dobro. De qualquer forma a negociação ainda está em curso. O presente para a irmã também está prometido. Érica vai ganhar uma festa de 15 anos. “Fora isso quero levar uma vida normal, sem deslumbramentos. Ir para a faculdade, fazer minhas aulas de inglês, voltar para a ginástica e sair com os amigos para dançar e me divertir”, conta Luiane, que está sem namorado mas cheia de pretendentes. Desde que ganhou o prêmio, os galanteios tornaram-se constantes. Até convites de casamento recebeu de internautas que descobriram seu e-mail.

A família não sabe direito o que fazer com o dinheiro. É provável que abra um negócio próprio. “Cada um terá sua parte no lucro e na responsabilidade”, diz Amaral. Lorna Daufenbach sente-se aliviada em não ter mais que ficar fazendo contas no final do mês. “Saímos de uma situação muito difícil”, confessa. Os pais estão mais interessados em garantir o futuro das filhas do que em gastar o dinheiro com o que definem como “futilidades”. Luiane pensa em fazer pós-graduação fora do País e pretende garantir um consultório para quando começar a atuar como profissional. Mas, nesse primeiro momento, seu único impulso de consumo é aumentar a coleção de CDs. Na terça-feira, comprou o último de Flávio Venturini, um dos seus favoritos.

 

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