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A hora de tirar
A volta à sala de cirurgia é o lado menos glamouroso da febre do silicone. Marinara Costa vai tirar a prótese de 360 ml e admite que exagerou

Vivianne Cohen

Lailson Santos
Gretchen trocou pela terceira vez suas próteses de silicone

Campeã do ranking do silicone em 1999, a detetive e modelo Marinara Costa, 33 anos, está prestes a retirar a prótese de 360 ml. Ela só não concretizou a decisão por estar grávida de sete meses de sua segunda filha, Maria Clara.

Chegou a internar-se dia 12 na Clínica Sérgio Lisboa, em Belo Horizonte, mas foi desaconselhada pelo médico. Teria que se submeter a uma anestesia geral, contra-indicada na gestação.

Antes do bebê completar um mês, Marinara trocará sua prótese por outra de 175 ml, com a qual ficará até o fim da amamentação. Quando parar de produzir leite e seus seios ficarem menores, planeja colocar uma de 275 ml. “Acho que exagerei”, admite. “Nem encontro biquíni para meu tamanho.”

Reprodução
Gisele Fraga sem prótese...

Não existe nenhuma contra-indicação que impeça as mulheres siliconadas de amamentarem. No caso de Marinara, o procedimento de reduzir a prótese será adotado para proteger a modelo da flacidez. Caso contrário, sua pele seria demasiadamente esticada, já que os seios aumentam bastante com a produção de leite.

“Se não fizesse isso agora, ela provavelmente teria que se submeter a uma plástica de mama”, diz o cirurgião Sérgio Lisboa. Esse não é o único risco que as mulheres adeptas do silicone podem correr.

Reprodução
...depois da segunda cirurgia e agora...

O drama de Gisele O cirurgião plástico Luiz Fernando Dacosta, 44 anos, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, alerta que, antes de a mulher se submeter à cirurgia para implantação da prótese, são necessários exames de sangue, mamografia e um eletrocardiograma, este último para as que têm mais de 40 anos. Após a operação, deve-se realizar um ultra-som de seis em seis meses para ver se a prótese não foi danificada.

André Durão
...em sua quarta prótese.

A atriz Gisele Fraga, 30 anos, infringiu as regras no início. Na quarta prótese, sofreu com dores causadas pelo enrijecimento da mama, provocado pelo vazamento de silicone. Só dois anos após a cirurgia, percebeu que um seio estava diferente do outro. “Não procurei me informar. Fui na empolgação”, diz.

A atriz utilizava a prótese texturizada, em voga nos anos 90, e que substituíra a primeira inventada, revestida de silicone. As texturizadas, com margem de 10% de rejeição, ficaram obsoletas com o advento de um terceiro tipo, revestido de poliuretano. Com esta, as chances de vazamento são quase nulas. Antes, segundo a cirurgiã Ana Helena Patrus, a recomendação era de se trocar a prótese a cada cinco anos. Hoje, modernizadas, devem ser revistas em 10 a 15 anos.

Vazamentos Dacosta diz que a técnica mais comum para a colocação é a da aréola do seio, que deixa uma cicatriz imperceptível. Quando se deitou na mesa de operação pela terceira vez, Gisele pediu ao médico, cujo nome não revela, para que não deixasse cicatriz, fazendo a cirurgia pela aréola. “Ele não atendeu e tenho cicatrizes”, conta. Seu calvário, que começara na primeira operação, agravou-se na segunda. “A segunda prótese também vazou”, conta. Só há um ano reconstituiu os seios com prótese de poliuretano de 235 ml.

Giovani Pereira
Marinara: "Acho que exagerei"

Alheias aos riscos, as que podem pagar entre R$ 5 mil e R$ 8 mil por um novo par de seios provocam coqueluche nas clínicas de cirurgia plástica. A cantora Gretchen, 41 anos, trocou pela terceira vez suas próteses, em novembro do ano passado. Colocou 190 ml em cada seio. Antes, havia implantado 180 ml e 170 ml. “Marquei uma lipo e saí do hospital com seios novos”, conta. Ela pensa em colocar silicone no bumbum até o final de 2001, após uma inseminação artificial. “Quando a criança nascer, o silicone vai para o bumbum”, diz.

Estima-se que sejam consumidas no Brasil 14 mil próteses por ano. Na Santé, em São Paulo, campeã no atendimento a famosos, a média é de 40 cirurgias por mês. Dacosta, dono de clínica que leva seu nome, no Rio, conta que as operações quadruplicaram em três anos. “Faço quatro cirurgias de silicone por semana."

Os médicos deixam a critério da paciente a escolha do tamanho, mas costumam recusar implantar próteses acima de 250 ml. “Modelos ficam competindo entre si para ver quem tem o seio maior”, critica Dacosta. “Muito silicone comprime os tecidos e diminui a vascularização.” O cirurgião Jorge Ishida, 60 anos, de São Paulo, estuda caso a caso. “Analiso o corpo da paciente. Tórax grande pode sustentar prótese maior”, diz. Ana Helena Patrus adverte que imagens simuladas em computador geram frustrações de quem sonha com o glamour do seio siliconado.

Colaborou Edwin Paladino

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