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Televisão

Goulart de Andrade
Vem comigo

Aos 67 anos, o apresentador Goulart de Andrade ressuscita com sucesso o programa Comando da Madrugada

Gustavo Maia

Silvana Garzaro
“Estamos atingindo média de quatro, cinco pontos no ibope. Voltamos bem”, diz Goulart

Goulart de Andrade trabalhava em uma matéria no Globo Repórter, em 1976. O tema era o coração. A entrevista era com o médico Eurícledes Zerbini. No meio da conversa, teve um mal-estar. Foi diagnosticado um enfarte e a necessidade de uma cirurgia de emergência. “Nesse País com 8 milhões de quilômetros quadrados, tive o ataque cardíaco na frente do Zerbini”, relembra, referindo-se a um dos maiores especialistas do Brasil.

Mesmo assustado, ele exigiu que a equipe registrasse o procedimento cirúrgico. A reportagem mais arriscada de sua vida foi ao ar enquanto se recuperava no hospital. Em 45 anos de carreira, o repórter revolucionou a cobertura da noite urbana. “Eu fiz muita coisa na tevê, mas o Comando da Madrugada me marcou”, afirma. Após três anos longe de sua cria, ele volta a caçar personagens noturnos para apresentá-los aos insones.

Há quatro meses, a TV Gazeta ressuscitou o Comando da Madrugada, que atinge média de até 5 pontos no ibope. “Voltamos com fôlego”, acredita. Um de seus discípulos é o também apresentador Otávio Mesquita, hoje na Rede TV!. “A primeira vez em que pensei em ter um programa de televisão foi assistindo ao Goulart”, revela.

Arquivo pessoal
Antes do sucesso na tevê, Goulart foi locutor de rádio e atuou em filmes como A Marcha, na década de 70

Fôlego é a palavra-chave que explica o apresentador de 67 anos. Ele come, bebe e dorme televisão. Durante a entrevista à Gente, recebeu mais de dez telefonemas. A maioria deles de empresários – com quem negocia as finanças de sua produtora – e aventureiros, propondo temas para o programa.

Em sua sala, Goulart reedita a fórmula que o consagrou a partir de 1978. A idéia de cobrir a noite paulistana nasceu de uma curiosidade. Surpreso pelo número de pessoas que trabalhavam na madrugada, Goulart encomendou uma pesquisa. Descobriu que mais de 1,8 milhão de pessoas trocavam o dia pela noite. De travestis a funcionários do IML, o apresentador transitou pelos becos mostrando aquela realidade.

PULO DO GATO O contato com a boemia nasceu na infância. Carioca, Goulart é filho da cantora Elisinha Coelho, que fez sucesso no rádio, cantando “Rancho Fundo”, na década de 30. Freqüentadora do Café Nice, Elisinha era amiga de Ari Barroso e Araci de Almeida. O ingresso no meio artístico aconteceu ainda jovem. “Aos 22 anos, circulava pelo Rio com idéias na cabeça, querendo filmar.” Três anos depois dirigia o programa Preto no Branco, da TV Rio, no qual personalidades eram inquiridas por uma voz sombria. Em 1960 mudou-se para São Paulo.

Avani Stein
Goulart durante reportagem nas ruas
em 1987: “A cidade era minha”

Na capital paulista deu seu pulo do gato. Trabalhou como ator em vários longas-metragens e como locutor de rádio. Na TV Tupi, comandou por 10 anos o jornalístico Sumaré 22 h, líder de audiência.

Na década de 60, foi convidado por Walter Clark a assumir a direção de programação de um novo canal. “Ele me falou que era uma tal de Globo, onde o Walter estava como diretor-geral”, conta. O jornalista desdenhou. “Eu estou na Tupi, Walter. Você quer me levar para essa ‘tevezinha’ nova”, lembra. Goulart deveria ter ocupado o cargo que tempos depois fez a fama e o sucesso de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni.

O currículo pessoal de Goulart também é extenso. É nesse ponto que também se constata seu fôlego. Até agora foram seis casamentos, dos quais vieram cinco filhos e três netos. Atualmente está separado – ou melhor, enrolado, como gosta de dizer. Na vida particular ou na profissional, a vitalidade e o ritmo alucinante afastam qualquer idéia de aposentadoria. “Enquanto gostarem, estarei na tela”, promete o apresentador.

 

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