Meg


Handebol

Foto: Edu Lopes
Foto: Edu Lopes

De Sydney para a Escandinávia

Em 1993, no dia anterior ao desfile do concurso Rainha das Rainhas do Carnaval do Pará, Margareth Montão foi alvejada pela maior humilhação de sua vida. As mães das outras concorrentes organizaram um abaixo-assinado para tirá-la da competição, com a justificativa de que nenhuma negra participara das 44 edições anteriores. Meg, como é conhecida, forçou sua inscrição e dividiu o primeiro lugar com outra menina.

No desempate, perdeu o título. Naquele mesmo ano, elegeu-se Miss Pará. Depois de obter o sétimo lugar no Miss Brasil, abandonou as passarelas. A desilusão não sufocou sua alegria. Não há rancor em suas palavras. Foi nessa época que decidiu dedicar-se ao handebol. “Tomei a decisão certa no momento adequado”, diz.

Hoje em dia, morando em Osasco, na Grande São Paulo, a atleta de 29 anos encabeça um projeto de popularização da modalidade. Sua imagem está sendo divulgada por uma agência de publicidade. Depois das Olimpíadas, Meg jogará na Dinamarca ou Noruega. Também há convite para posar nua. “Não descarto nada”, avisa a mulher de 1,80m, 68 quilos e dona de formas perfeitas.