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Sandy – a independência da estrela
O mito nasceu primeiro que a mulher. Prestes a completar a maioridade, a cantora que movimenta R$ 70 milhões quer aprender a dirigir seu carro e sua vida

Edu Lopes
“É, nunca fui ao ginecologista. Não dá tempo. Preciso ir ’’

FIM DO NAMORO Sandy e Noely driblam com simpatia o incômodo de expor a secreta luta para uma menina virar mulher. E também os comentários sobre o fim do namoro: “Não, ele não tentou nada”, garante Sandy. “São muito diferentes”, explica Noely. Melissa Santos, 17 anos, amiga de colégio, lembra que na reunião que Sandy fez no recreio para dar a notícia, sexo não era a questão. “O Paulo respeitou demais a Sandy. Tinham pouco tempo de namoro para pensar em transar”, diz Melissa.

Vilhena foi o segundo namorado de Sandy e ela, a terceira dele. A primeira transa do ator aconteceu aos 16 anos. Foi num camping, no interior de São Paulo. O mesmo camping para o qual Sandy foi convidada a ir, mas nunca pôde. Nem com ele, nem com a turma e nem com a família, também já convidada por Vilhena. Se fosse para ir só, Sandy nem pediria aos pais: “Queria ir com todos, mas sozinha não. É cedo para viajar com o namorado. Só depois dos 18”.

PRIMEIRO BEIJO Em maio de 1999, Sandy experimentou pela primeira vez um beijo. Foi do cantor Lucas, da Família Lima. “Foi incrível, fiquei maravilhada”, lembra Sandy. O ensaio para o esperado momento começou anos antes. “Aos 14 anos, treinava beijar na mão”, conta. Nessa fase, Sandy participava de uma brincadeira comum entre pré-adolescentes, a chamada “salada mista”. Com os olhos vendados, as colegas apontavam os meninos até que ela pedisse para parar. Depois do sorteio, escolhia-se uma fruta que podia corresponder a abraço ou beijo. “Sempre pedia para apertarem a minha mão quando eu estivesse apontando o Júnior ou uma amiga”, diz.

A passagem do ensaio para a vida real pegou Noely de surpresa. Ela lembra sua reação ao ver Sandy pela primeira vez de mãos dadas com o namorado. “Foi um choque. Chorei, desabei, escondido dela. Me tranquei no quarto”, diz Noely. “Vou sofrer quando ela virar mulher, mas tenho que deixar o meu passarinho voar.” Para Xororó, a cena também foi forte: “Deu um aperto no meu peito, mas pensei que também tive a idade dela”. Noely acompanhou uma paixão platônica de Sandy aos 14 anos, mas o primeiro beijo não viu. “Ela me contou. Tenho uma parcela de culpa, porque nunca beijei meu marido na frente dos meus pais.” O namoro durou cinco meses e acabou por um motivo comum entre estrelas: falta de agenda.

CIÚMES DA IRMÃ A separação do outro homem da vida de Sandy é mais improvável. Aos 16 anos, Júnior mantém uma relação incomum com a irmã. Discussões, compreensíveis entre irmãos adolescentes que passam o tempo todo juntos, não permeiam a vida deles. “Júnior nunca está de mau humor”, diz Noely. Mas simpatia tem limite. E é justamente Sandy. Apesar de a irmã ter namorado dois amigos dele, Júnior evita pensar nela como mulher. “Tenho ciúmes”, diz. Quando Lucas Lima tornou-se o cunhado em potencial, Júnior ensaiou uma conversa de homem para homem. “Olha lá, cara, ela é minha irmã”, disse, na época. “Se chegasse um cara que não conheço, ficaria com o pé atrás”, diz. A recíproca é válida. Há meses, o cantor “ficou” com uma garota de quem Sandy não gostava: “Ela disse que ela não era legal e fiquei ressabiado”.

Quem vê Sandy e a mãe juntas impressiona-se com a semelhança. Mas Noely diz que a filha nasceu parecida com o pai, de quem herdou a personalidade. “Os dois são certinhos, determinados e perfeccionistas”, conta. Recentemente, Sandy havia composto uma música em inglês e o pai ofereceu-se para fazer a versão em português. “Pai, era exatamente o que eu faria”, disse Sandy a ele. Noely lembra de um dia em que, sem perceber, iria se sentar num banco. Foi interrompida por Xororó. “Vai sujar a roupa”, gritou. Igual primor tinha Sandy, que brincava no playground sem sentar na areia.

Na tarde da quarta-feira 30, outro exemplo. A entrevista à Gente começou às 15h20 e seguiu até as 18h30. A cantora pediu um beirute de mussarela, alface e tomate. O lanche chegou e ela, mesmo faminta, teve a disciplina de esperar uma de suas assessoras partir o sanduíche em quatro, para que ela não se sujasse na hora de comer. A segunda preocupação veio depois. “Vocês poderiam dar licença para ela comer? Se falar enquanto come passa mal”, pediu uma assessora. Sandy continuou. Delicadamente, Noely ressalvou: “Filha, você vai ter dor de estômago”.

Para a gastrite da filha, Xororó tem um palpite: “Por ser tão perfeccionista quanto eu adquiriu essa gastrite”, diz. O problema começou aos 13 anos. Nos intervalos das gravações na Globo, seu petisco é papinha de bebê. Sandy tem os pais como exemplo. Pouco discorda da opinião deles. Sandy cita só um conflito com a mãe. Aos 14 anos, achou que franja era coisa de criança. A mãe não quis mudar sua imagem de repente.

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