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Sandy – a independência da estrela
O mito nasceu primeiro que a mulher. Prestes a completar a maioridade, a cantora que movimenta R$ 70 milhões quer aprender a dirigir seu carro e sua vida

Gustavo Maia e Marianne Piemonte

Ouça trechos da entrevista onde Sandy
fala de assédio, ciúme, namoro e virgindade
• ídolos • dinheiro • sonho de mãe
• acidente • namoro • terapia
• assédio • amadurecimento • ginecologista
• exposição • amizade • príncipe encantado
• viagem • fofoca • príncipe encantado II
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Edu Lopes
“Não tenho medo de me tornar mulher. Só não quero chocar’’

O primeiro salto de Sandy foi aos 14 anos. Iria ao aniversário de 15 anos de uma amiga de colégio e, apesar de já ser uma veterana dos palcos – cantava desde os sete com o irmão Júnior – era uma novata na arte de ser mulher. Jamais havia usado um salto alto. "Me lembro muito bem desse dia”, conta. "Usei um salto sete (7 centímetros) que tenho guardado.”

Hoje, aos 17 anos, ela ensaia um novo salto. O de se tornar mulher de fato. A transformação não é fácil. Em janeiro, Sandy conquista a maioridade mas não sabe bem como dar seu grito de independência. Vai tirar carteira de motorista para dirigir o próprio carro – e tem dinheiro para comprar uma frota de Mercedes Benz – mas precisa aprender como soltar os freios que a impedem de dirigir a própria vida.

A adolescente que tem ritmo de gente adulta já viveu a primeira dor de amor, mas teme usar decotes. Faz maquiagem todos os dias, mas nunca foi ao ginecologista. Viaja pelo País fazendo shows, mas não pode acampar com o namorado. No entanto, para o público é uma unanimidade: Sandy é linda, talentosa, rica e famosa. É a paixão nacional.

Quarta-feira 30 a cantora posou para Gente num estúdio em São Paulo. Às 15 horas, Sandy chega com a mãe, Noely, dois assessores e seguranças. Júnior chega de Campinas duas horas depois e espera pela irmã saboreando uma pizza. De posse de uma das quatro câmeras que usa para registrar
os ensaios fotográficos, Noely franze os olhos: “Não está sensual demais?”, questiona educadamente.
O zelo da mãe se reflete nas preocupações da filha. “Não é difícil se tornar mulher. É complicado”, diz Sandy, enquanto troca um vestido no camarim. O sutiã bege com lycra reforçada e alça de silicone se mantém inseparável. “Tenho muito pudor. Quando pequena não tinha peito e usava sutiã. Achava as blusas transparentes. Mas não sou freira”, diz.

A menina que menstruou aos 11 anos e ganhou do pai um pingente de estrela sonha estudar psicologia e explica sua lógica: “Não tenho medo de me tornar mulher, só não quero chocar. Ainda me sinto menina. Não que eu queira ser para o resto da vida. Tenho fãs crianças que se assustam”. Os pequenos sentiram ciúme quando começou a namorar. Ela soube que um deles chorou.

Edu Lopes
“Para perder a virgindade deve-se estar preparada. O duro é saber quando’’

Sem namorado desde o início de agosto, Sandy é um superpartido. Além de bela, com 1.57m em 40,5 quilos, tem uma conta bancária que engorda R$ 1 milhão por mês. Mas a fama tolhe a jovem. Situações banais, como ir ao cinema, ficam comprometidas. “Não posso ir à Igreja porque vira um tumulto”, diz.

Mas Sandy não deseja ser anônima. “Não vou cuspir no prato em que comi. Faço o que gosto. Sou realizada”, diz. Até gostaria de repetir momentos como o de se perder sozinha nas ruas de Roma, episódio que viveu em janeiro ao viajar com a família para a Europa. Na Via Del Corso, rua de grifes famosas, separou-se da mãe para buscar uma roupa e parou num point de romanos. “Eles mexiam: ‘Ó, carina!’ (bonitinha).” Com um rádio, não conseguia se localizar para um assistente buscá-la: “Ensaiava perguntar em italiano mas respondia gratzie sem entender nada”.

Diariamente, seguranças acompanham seus passos. Recebem as orientações do escritório, em Campinas, e trabalham sincronizados, auxiliados por um sistema de rádio. Quem vivenciou as agruras de ser o namorado da namoradinha do Brasil foi o ator Paulo Vilhena, 21 anos. Os programas do casal, cuja relação durou oito meses, eram poucas sessões de cinema, com os seguranças, fins de semana na fazenda, com a família, e jantares na casa dela. No início de agosto, depois da gravação do seriado Sandy & Júnior, exibido aos domingos pela Globo, Sandy e Vilhena, membro do elenco, terminaram o romance. Nenhum deles revela o motivo. “Combinamos que seria uma coisa nossa”, diz Sandy. Mas a amiga Marie Catarine Lanna, 17 anos, diz que o casal descobriu que eram melhores como amigos do que como namorados. Vilhena não abre o jogo, mas dá a dica. Para ele, o aparato em torno da cantora poderia dificultar seus futuros relacionamentos: “Comigo, a fama atrapalhou um pouco”.

Assim como no passado aconteceu com a apresentadora Angélica, a filha do cantor Xororó vive hoje o peso de ver vigiada na sua passagem de adolescente para mulher. Sexualidade é um tema ainda difícil nas entrevistas. “Daqui a pouco vai ter gente perguntando: ‘E aí, já foi? Ainda é virgem?’ Continuam perguntando se eu quero casar virgem”, queixa-se Sandy.

Confidente de amigas que já tiveram relação sexual, a pergunta que a cantora faz às colegas é: “Estava preparada?”. Ressalva que não é a pessoa mais indicada para dar conselhos. “Como ainda não passei pela experiência, não posso dizer mais do que isso”, explica.

Nas divagações sobre a perda da virgindade, Sandy valoriza a hora da decisão: “O certo seria perder a virgindade quando se está preparada, mas o duro é saber a hora”. Na seqüência do raciocínio, sua mãe faz uma interrupção: “Mas você é muito romântica”. E Sandy concorda: “É, sou muito romântica. Tenho exemplo em casa”. Em seguida, a resposta à pergunta que incomoda: ela gostaria de casar virgem. Noely observa que nos dias de hoje é difícil. Se pudesse escolher, Sandy arriscaria uma idade. “Gostaria de casar com mais de 25 anos. Por isso acho que fica meio difícil casar virgem.” Ao perceber a pouca probabilidade de concretizar os dois desejos, encontra o atalho de uma resposta adolescente: “Se me apaixonar aos 23, então caso”.

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