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Futebol

O ataque continua
Renata Carla Alves tenta provar envolvimento com Wanderley Luxemburgo, técnico da seleção brasileira, através de bilhete, fax e procuração

Luís Edmundo Araújo

Ivo Fernandes
Luxemburgo: na mão direita, as marcas da suposta briga com a mulher Josefa

A goleada de 5 X 0 que a seleção brasileira aplicou na Bolívia, no domingo 3, no Maracanã, não foi suficiente para amenizar as acusações contra Wanderley Luxemburgo. Responsável pelas revelações que envolveram o nome do treinador em denúncias de sonegação fiscal, a estudante de Direito Renata Carla Moura Alves volta a atacar.

Para provar o envolvimento profissional e afetivo com o técnico, que continua negando ter sido seu amante, ela mostrou, entre outros documentos, um bilhete que teria sido escrito pelo suposto ex-namorado, em cima de uma foto do técnico publicada em O Globo. A edição do jornal é de 24 de março de 1991, época em que Luxemburgo treinava o Flamengo.

Segundo Renata, os dois já estavam juntos, mas ela ainda não morava no apartamento que diz ter sido alugado pelo treinador, na Barra. “Ele foi me entregar o jornal na casa dos meus pais”, conta. “Me deu o papel e disse: ‘Olha como eu sou famoso’”.

Para entregar o recorte de jornal autografado à reportagem de Gente, Renata armou uma operação de guerra. Marcou encontro em frente a um restaurante da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, às 22h da segunda-feira 4. A justificativa para tanto mistério é a mesma que a fez se apresentar nas primeiras entrevistas sempre de óculos escuros, chapéu ou turbante na cabeça como tentativas de disfarce: o medo.

Ela diz que não recebeu mais ameaças de morte, mas continua receosa. “Fui ao mercado de óculos e chapéu. Não quero ser reconhecida por ninguém”, diz a ex-secretária, que voltou a ver o filho de oito anos no sábado 2, depois de dez dias de separação.

Além do recorte de jornal, Renata enviou à redação de Gente no Rio outros documentos, por fax. Num deles – um extrato bancário de uma conta de Luxemburgo no Banco Real –, o endereço que aparece como sendo o do treinador da seleção (Rua Projetada, 397/2103, Barra da Tijuca), seria o do apartamento onde a ex-secretária morou. O extrato é do mês de julho de 1994, quando Renata já trabalhava para o treinador.

Para provar seu envolvimento profissional, a ex-secretária mostrou uma procuração outorgada por Luxemburgo a ela no 23º Ofício de Notas do Rio de Janeiro, em 10 de agosto de 1993.

Na segunda-feira 4, a Polícia Federal abriu mais um inquérito contra o técnico, por falsidade ideológica. Desta vez, Luxemburgo alterado a data de nascimento de 1952 para 1955 em seus documentos. Como se não bastasse, enfrentou rumores de que as marcas em seu rosto, bem como um ferimento na mão direita, seriam conseqüência de uma briga conjugal com a mulher, Josefa, e não de um tombo na sauna, como ele explicara.

Renata só não revelou quando vai depor na Polícia Federal e apresentar os documentos que diz ter, relacionando o técnico com a compra e venda de jogadores valorizados por convocações para a seleção brasileira. “Posso ir quando quiser, e se quiser.” Se depender do seu advogado, o criminalista Lima Júnior, ela só irá quando for intimada. “Vamos esperar um comunicado da Polícia Federal”, afirma.

O advogado de Luxemburgo, Michel Assef, já avisou que vai pedir o exame de sanidade mental de Renata. “Ela disse que ia apresentar provas contra meu cliente e até agora não compareceu para mostrar os documentos que diz ter”, afirma Michel. Ao saber da estratégia do advogado de Luxemburgo, a ex-secretária não deixou barato. E disparou: “Vou processar todo mundo que falar mal de mim”.

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Bilhete perigoso
Para Renata, o recorte de jornal autografado por Luxemburgo não deixa dúvidas sobre o caso amoroso. Sobre uma foto do técnico,em 1994, está escrito: “Para Renata, com muito carinho do Wan Luxemburgo”. Já a relação profissional é provada pela procuração na qual o treinador lhe dá plenos poderes.

Fax carinhoso
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Renata guarda um fax que teria recebido de Luxemburgo em 1993, quando ele dirigia o Palmeiras. Da Itália, escreveu: “Aqui está tudo bem, empatamos os dois jogos no tempo normal, ganhamos um nos pênaltis e perdemos o outro. Com certeza tudo está bem aí no Brasil, já que você tem competência para tocar a vida particular e os negócios. Passe um fax para mim. Dê um beijo no menino e outro para você”.

 

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