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por Marianne Piemonte

Raul Cortez

Prensa Três/Beto Tchernobilsky
O ator Raul Cortez, aos 31 anos, em 1963, encenando como coadjuvante a peça Pequenos Burgueses.

Em 1963, Raul Cortez, então com 31 anos de idade e sete de carreira, demonstrava sinais de maturidade. Ainda com cabelos, mas cada vez mais escassos, o ator já roubava a cena, mesmo como coadjuvante.

Foi o que aconteceu em 28 de setembro daquele ano, no Teatro Oficina, em São Paulo. Naquela noite, estreava a peça Pequenos Burgueses, do russo Máximo Górki. “Essa peça é antológica em minha carreira. Eu era um figurante muito feliz”, lembra o ator.

Cortez fazia o arrogante Terenti Teteriev – que lhe rendeu todos os prêmios da época, entre eles o da Associação Paulista de Críticos Teatrais. O texto, uma crítica à classe social dominante, sairia de cartaz um dia após o presidente João Goulart deixar o cargo, em 1º de abril de 1964. “O importante para mim era chocar, acabar com a falsa moralidade de uma burguesia que me irritava profundamente”, diz.

Passados 37 anos, Ron Daniels, que dividia o palco com o ator em Pequenos Burgueses, está novamente ao lado de Cortez. Desta vez, como diretor de Rei Lear, em cartaz no teatro do Sesc Vila Mariana, em São Paulo. O texto do inglês William Shakespeare é um sonho de pelo menos dois anos. “Sempre emendava um trabalho no outro e não dava tempo”, explica Cortez. A agenda não foi o seu único esforço. Aos 68 anos, Raul Cortez teve de largar o cigarro, nadar e malhar diariamente para fazer Rei Lear.

 



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