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Ping-Pong
Paulo
Mendes da Rocha
Paula
Alzugaray
| Helcio
Nagamine |
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| Paulo
Mendes: prêmio internacional e livro sobre a obra arquitetônica |
Terminais
de ônibus, parques, conjuntos habitacionais, clubes, bibliotecas,
edifícios públicos e residenciais, estádios,
museus, lojas, cadeiras, cenários e até desfiles de
moda. Poucos espaços urbanos escaparam à régua,
ao compasso e à maestria de Paulo Mendes da Rocha. A ampla
visão da obra do importante arquiteto pode ser agora contemplada
na monografia Paulo Mendes da Rocha (Cosac & Naify, 240
págs., R$ 85), organizada por Rosa Artigas. O livro traz
obras como o projeto finalista do concurso para o Centro Cultural
Georges Pompidou, em Paris, e a reforma da Pinacoteca do Estado
de São Paulo, projeto pelo qual o arquiteto ganhou este ano
o Prêmio Mies Van der Rohe de Arquitetura Latino-Americana.
Um entusiasta das palavras e das idéias, Paulo Mendes participou
da realização do livro, dividindo sua obra em três
grandes terrenos a natureza, a técnica
e a cidade e escrevendo sobre eles. Antes de viajar para
Paris, onde participa de um grupo que realizará a proposta
urbanística para a candidatura da cidade às Olimpíadas
de 2008, Paulo Mendes da Rocha conversou com Gente.
O
senhor entra em um projeto de reforma, como a da Pinacoteca, com
o mesmo interesse com que inicia um projeto original?
A arquitetura dos prédios significa uma espécie
de narrativa da cultura, da civilização. Portanto,
apesar de ser comum a idéia de que reformar é qualquer
coisa secundária em relação à construção
totalmente nova, uma das mais emocionantes indagações
do mundo da arquitetura é justamente revitalizar antigos
edifícios fundadores da cidade. É como se uma antiga
bailarina dançasse de novo. Você faz soar a antiga
sinfonia histórica dos homens, vivendo os tempos presentes.
Que
outro prédio ou região acredita que devam ser revitalizados?
Uma perspectiva para São Paulo: extinguir a estação
elevatória do rio Pinheiros que joga água no mar para
produzir 800 mil kW. Não precisamos daquilo. Urubupungá
são 5 bilhões de kW. Recompondo os rios, revitalizamos
a cidade em sua densidade adequada.
Como
é abrir o leque da arquitetura para a concepção
espacial de desfiles, como realizou para a M.Officer, em 1999?
É interessante considerar que nossa existência
é um discurso que se faz de um modo arquitetônico
seja no modo como você anda, seja no modo que constrói
uma casa. Daí a simples idéia de tirar as figuras
humanas, as mulheres, de uma marcha muito regular numa passarela
retilínea e fazer com que o espetáculo flua de um
modo muito parecido ao que se anda na cidade.
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