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Polêmica

Verdades ou mentiras?
Livro de Joe Eszterhas, roteirista de Instinto Selvagem, narra suposto caso de Sharon Stone com Bill Clinton e vira best seller nos Estados Unidos

Luciana Franca

O ano era 1984. A atriz Sharon Stone estava de biquíni na piscina do hotel Hilton, em Little Stone, quando o então governador do Arkansas, Bill Clinton, a avistou. Clinton pediu a seus assessores que a convidassem para tomar um drink com ele. Ao receber a atriz, o futuro presidente americano não titubeou: pegou Sharon pela mão, levou-a para dentro do hotel e, antes mesmo de chegar ao quarto, agarrou-a no corredor, lançando as mãos sobre seus seios. Verdade, ficção ou um misto das duas? Pouco importa. A história é uma das dezenas contadas pelo húngaro Joe Eszterhas, radicado nos Estados Unidos desde 1950, em seu apetitoso livro American Rhapsody, que virou best seller nos Estados Unidos.


Nas 432 páginas, o roteirista de Instinto Selvagem, Showgirls e Invasão de Privacidade, fala de intimidades e histórias picantes sobre personalidades do showbiz americano. Por vezes, Eszterhas escreve em primeira pessoa, como se quisesse garantir a veracidade do episódio. Em outras, relata por meio de um personagem inventado, o Twisted Little Man (algo como “Homenzinho Torto”). Aparentemente, é um recurso usado para dar tom de ficção às histórias ou para fugir de processos por calúnia e difamação. O livro vendeu 200 mil cópias pela internet na semana do lançamento e, hoje, ocupa o oitavo lugar entre os dez mais vendidos nas listas dos jornais USA Today e Wall Street.

Eszterhas considera Bill Clinton o primeiro presidente rock’n’roll do país e, por isso, o centro de American Rhapsody é quase sempre a Casa Branca. Hillary Clinton, a estagiária Monica Lewinsky, o vice (e atual candidato à sucessão) Al Gore e o ex-presidente George Bush servem de apoio para o roteirista traçar um paralelo com a sociedade americana dos últimos 50 anos. Cabe a Hillary, por exemplo, a comparação com o estilo Eleanor Roosevelt e Jacqueline Kennedy de serem primeiras-damas. “Jackie tinha até tapetes de pele de leopardo em seu quarto, mas Hillary sabia que esse jamais seria seu estilo”, diz ele. “O estilo dela era comer frango frito no banco de trás da limusine e deixar os ossos no chão sem se importar”, descreve. Os atores e atrizes de Hollywood entram na obra como coadjuvantes na suposta imaginação fértil do autor.

O caso de Clinton com Monica Lewinsky ganhou tom folhetinesco. “Ele a parou no corredor, onde não havia janelas, e a beijou (...) o presidente explorou o corpo dela com suas mãos e colocou-as em sua calcinha...”, revela um trecho. Segundo American Rhapsody, Clinton apelidou seu pênis de Willard. Num trocadilho com o apelido, Eszterhas faz sobrar para o ator Warren Beatty. A ele, cabe o capítulo “O homem do Willard Dourado”, uma referência a suas inúmeras conquistas. Estão listadas três gerações do cinema, como Leslie Caron, Julie Christie, Madonna, Natalie Wood, Diane Keaton, Isabelle Adjani, Carly Simon, Jane Fonda e Annette Bening, sua atual mulher.

O ator Michael Douglas é agraciado no livro com um breve episódio. Eszterhas conta que o encontrou certa vez no hotel Westwood Marquis tentando seduzir uma ninfeta. “Cruzei o bar e disse a ele: ‘Ei Michael, arrume já um quarto’. Ele riu e fez exatamente isso”, escreve no livro. Para Sharon Stone sobram pitadas de maldade. Ele diz que ela era tão odiada nos sets, que durante a filmagem de Instinto Selvagem um dos produtores fez xixi na banheira da atriz. Não se sabe, porém, se ela chegou a gravar a cena dentro da tal banheira. O livro dá conta também de que ela era manipuladora e adepta do teste do sofá. “Coloquem Sharon sozinha numa sala com o diretor e ela fechará o negócio”, escreve ele.

Ao tomar conhecimento dessas passagens, Sharon reagiu às gargalhadas. “Eu sabia que Ezterhas era engraçado, mas não que poderia escrever comédias.” É exatamente assim que os leitores americanos estão reagindo. Considerado a leitura mais divertida do ano nos Estados Unidos, American Rhapsody é candidato a uma adaptacão para o cinema. Feita, é claro, pelo próprio Joe Eszterhas.

 

 

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