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Tevê

Gugu liberato, O loiro da vez
Apresentador do Domingo Legal, do SBT, vence há 13 semanas a programação da Globo, fatura R$ 4 milhões por mês, quer construir hotel sobre o mar nordestino e afirma que só não virou dono de tevê porque o ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta morreu

Rodrigo Cardoso

Edu Lopes

Uma maquininha fez com que Gugu Liberato nocauteasse a Rede Globo. Num domingo de agosto de 1994, o então diretor de tevê Homero Salles se preparava para a estréia do Domingo Legal. Estava tenso, afinal, depois de sete anos, Gugu voltava a comandar um programa ao vivo. Nos corredores do SBT, Homero topou com um aparelho medidor de audiência, que ele batizou de “maquininha”. E resolveu levá-lo para o estúdio. Durante o programa, o diretor percebeu que o aparelho oscilava de acordo com o que acontecia no palco. Ou seja, a máquina exibia, com precisão britânica, a audiência minuto a minuto de cada emissora. Estava declarada aí guerra à Globo. “Foi por acaso”, afirma Homero. A descoberta passou a nortear cada passo do apresentador. Ainda hoje, Gugu não dá um passo no palco e nem soletra uma sílaba no microfone sem ter sob sua mira as oscilações da “maquininha”. É ela aliás que, seis anos mais tarde, crava há 13 semanas sem hesitar: o paulista Antônio Augusto Moraes Liberato, aos 41 anos, é o dono das tardes dominicais dos brasileiros ligados na telinha, com a média de 20 pontos de audiência. “Se dependesse de mim, passaria dez horas à frente do Domingo Legal.”

Não é só Faustão que Gugu incomoda. Deixa de cabelos em pé outros colegas da emissora concorrente como o humorista Tom Cavalcante e Pedro Bial e Glória Maria, apresentadores do Fantástico. No domingo 13, por exemplo, o Domingo Legal venceu a corrida pela audiência de quatro programas da Globo. Nas cinco horas em que esteve no ar, Gugu bateu, além do Domingão, o Megatom, a Copa João Havelange e o Fantástico. “É a primeira vez que isso acontece”, comemora Gugu. No domingo seguinte, outra surra na rival. “Ganhar é bom. A minha diversão é adivinhar o que o público quer ver no domingo”, diz Gugu, que também apresenta o musical Sabadão no SBT.

Gugu vem vencendo, aliás, o Domingão do Faustão sem muito esforço. Há duas semanas, Fausto Silva estava com o galã de Laços de Família, Reynaldo Gianecchini, no palco. Mas Gugu o venceu com o cantor Wando. Por conta desses nocautes é que já deflagraram apostas sobre o tema nos corredores das duas emissoras. Há quem aposte que Faustão não ganhará mais nenhum dos 20 domingos que faltam para terminar o ano. “Gugu é extremamente interessado no programa que faz. Sabe mexer nas atrações ao vivo. O Fausto não. Ele quer fazer um Programa do Jô, com entrevistas, no domingo à tarde. É muita burrice”, sentencia um diretor da Rede Globo. “Mas se a Globo tirá-lo do ar, não vai ter mais graça. Vou competir com um filme?”, esnoba Gugu.

IMPLANTES Para fazer frente à Globo, o Domingo Legal consome semanalmente R$ 60 mil. Tudo porque Gugu não deixa de trabalhar nas horas livres. Foi assim em Assis, na Itália, há um mês. Ele havia embarcado com o padre Marcelo Rossi, para agradecer a boa fase e descansar. Mas Gugu acabou produzindo uma reportagem sobre a vida de São Francisco de Assis, que irá ao ar nos próximos domingos. “Ele leva um note-book nas viagens e acompanha o Ibope dos programas brasileiros on-line”, revela Roberto Manzoni, diretor geral do Domingo Legal.

Dentro de sua casa, construída num terreno de 5 mil metros quadrados em um condomínio fechado e luxuoso de São Paulo, a dedicação é a mesma. Gugu dorme com um bloco de anotações e uma caneta ao lado da cama. Tem ótimas idéias enquanto sonha e acorda para registrá-las no papel. Para estimular a memória, há um mês o apresentador vem ingerindo diariamente uma cápsula de Ginko Biloba, um medicamento à base de plantas que estimula e melhora a irrigação de sangue do cérebro.

Seu dia começa às oito horas, quando os jornais são colocados na porta de seu quarto por um de seus seis empregados. Após meia hora de leitura, faz exercícios físicos para manter a forma. Corre numa esteira elétrica e, em seguida, relaxa numa banheira. Só, então, vai para uma ducha, toma o café da manhã. Segue para o seu escritório pessoal e gruda um dos ouvidos no telefone. Só pára às 13hs para almoçar. A fim de ingerir o mínimo de gorduras e sacaroses, ele mantém dieta à base de verduras. Detalhe: sem agrotóxicos. Para garantir a pureza nos alimentos, ele mantém uma estufa de hortifrutigranjeiros construída no jardim de sua casa.

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