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Esporte
Uma
volta no destino
Ex-atleta de Volta Redonda, Fábio Malavazzi entregou pizza nos EUA
antes de virar comentarista de basquete da TNT e acaba de narrar
a Copa América de vôlei no Brasil pela ESPN
Gisele
Vitória
| Fotos:
Piti Reali |
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| Fábio,
no ginásio de São Bernardo do Campo, de onde transmitiu a Copa
América de Vôlei: “Foi emocionante ouvir o Hino Nacional” |
Fábio
Malavazzi mudou-se para os Estados Unidos com US$ 1.115 contados.
Os US$ 15, recebeu com gosto de um tio, na hora da despedida no
Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, em 1988. Funcionário
do departamento financeiro da Companhia Siderúrgica Nacional
(CSN), em Volta Redonda (RJ), andava desanimado com a falta de perspectiva
e a inflação galopante. Sem falar inglês, largou
tudo para se arriscar na América. Ao desembarcar no Aeroporto
JFK, em Nova York, o amigo que o esperaria não chegava, e,
aflito, pediu ajuda a um homem que avistou com a camisa do Flamengo.
Te arrumo emprego. Um serviço de engraxate, disse-lhe
o sujeito.
Fábio
não pegou o bico, mas trabalhou no McDonalds e entregou
pizza num Cadilac 76, seu primeiro carro. Agora é diferente.
O ex-jogador de basquete de Volta Redonda é um respeitado
comentarista e narrador esportivo nos Estados Unidos. Em sete anos,
construiu carreira como comentarista dos jogos da NBA nas transmissões
do canal TNT para o Brasil. Hoje, narra em português boxe,
vôlei e basquete para a ESPN. Este mês, Fábio
voltou ao País, pela primeira vez a trabalho. Pela ESPN,
narrou de São Bernardo do Campo (SP) a Copa América
de Vôlei, com comentários do ex-jogador Bernard.
O
Fábio foi uma grata surpresa para o esporte nacional
Bernard,
ex-jogador e
ex-secretário de Esportes |
O Brasil
perdeu o troféu para Cuba, mas Fábio sentiu gosto
de vitória: Foi emocionante ouvir o Hino Nacional.
Fantástico narrar aqui e ser tão bem recebido.
É o segundo ano da dupla na Copa América. Em 1999,
o Brasil foi bicampeão na Flórida. O Fábio
foi uma grata surpresa para o esporte nacional, diz Bernard.
É um desportista que sentiu os problemas de dentro
e de fora das quadras e que consegue, com habilidade e emoção,
passar as mais precisas informações.
A
grande chance surgiu numa partida de basquete em Connecticut, perto
de sua casa, em 1993. Soube que a ESPN faria transmissão
para América Latina e procurava gente. Habituado ao trabalho
do pai, o radialista Ronald Jarbas, ele se interessou. Mas,
nesse meio tempo, a TNT recrutou comentaristas, conta. Passou
no teste, fechou contrato e só o encerrou este ano. Já
acumulava o trabalho na ESPN, mais a administração
de um antiquário e uma loja de restauração
de móveis antigos. O negócio foi sua primeira cesta
nos Estados Unidos. Hoje, mora com a mulher Sílvia e a labrador
Sasha numa casa com terreno de 5.000 m2, em Connecticut. Quando
tudo começou a dar certo, o mesmo tio que colaborou com os
US$ 15 mandou uma carta saudando-o: Sorri ao ler. Ele escreveu
que eu parecia o John Wayne desbravando os Estados Unidos.
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