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Passarelas
Ela
chega lá
Michelly Machri, a garota Sukita, vira estrela de site da Rede Globo,
conquista independência financeira e deixa o apartamento que dividia
com 11 modelos em São Paulo para morar sozinha com um labrador
Edwin
Paladino, com colaboração de Rose Delfino
| Edu
Lopes |
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| Michelly
Machri fará uma série de comerciais da Sukita e outros oito
da Globo.com, num contrato que só termina em 2002 |
Michelly
Machri, 21 anos, não é mais reconhecida só
como a moça do refrigerante Sukita. Depois de virar a garota-propaganda
que apresenta o portal Globo.com, da rede Globo na internet, até
então divulgado por pesos-pesados da emissora como Regina
Duarte, Faustão e Tarcísio Meira, a jovem perdeu o
sossego. Não tira o pé para fora de casa, sem ser
assediada nas ruas. Dá autógrafos e conversa com estranhos
que interrompem suas andanças. Mais. Em sua agenda profissional
não há mais espaço para novos trabalhos. Nos
próximos dias a modelo começa uma maratona de gravações
para os próximos foras que dará no tiozão,
sempre à espreita de sua atenção nos comerciais
do refrigerante de sabor laranja. Vai ainda enfrentar outra empreitada:
gravações de outros oito comerciais do portal global.
E ainda posará para as revistas Mix e Jovem Pan, dirigidas
ao público adolescente. Não consigo descansar
nem nos finais de semana, afirma.
Há
apenas dois meses no site da Rede Globo, a modelo ampliou sua legião
de fãs. Antes, eram os homens velhos, agora é
a criançada, diz. Sua empreitada com a emissora de
Roberto Marinho está garantida por dois anos, onde explica
como acessar o site, receber e enviar e-mails gratuitos e dicas
eletrônicas. Seu contrato prevê ainda a possibilidade
de a modelo virar apresentadora de televisão. Enquanto a
intenção da emissora não sai do papel, Michelly
Machri sonha em um dia poder dar palpites em seu programa sobre
esportes radicais como surf, bodyboarding e vôo livre. Assuntos,
aliás, de sua predileção. Desde menina,
sempre gostei de esporte, conta.
A paixão por esporte começou quando morava em Santa
Catarina. Nas areias da praia dos Ingleses, a pequena Michelly observava
os surfistas deslizarem pelas ondas do mar gelado de Florianópolis.
E, ao contrário das amigas, sempre gostou mais de pular muro
do que brincar de casinha. Boneca, então, nem pensar. Boneca
era coisa rara no meu quarto. Adorava também usar roupa de
menino, lembra.
“Quando
saio de casa, vira tumulto, pois não são mais só os adultos
que me param. As crianças também’’
Michelly Machri |
Há
meses à procura de um rostinho bonito, empático e
que tivesse boa interpretação dramática na
tela, Mário Cohen, diretor artístico da Globo, viu
e reviu todos os comerciais da Sukita em sua sala na emissora. As
fitas, aliás, não caíram do céu. Bem
informada sobre a carência artística da Globo, Ina
Sinisgalli, empresária e diretora da Ford Models de São
Paulo, não perdeu tempo e enviou todo o material. Apostou
todas as suas fichas no sucesso de Michelly, que já estrelava
entre os catálogos das celebridades da agência. Não
deu outra. O diretor da Globo não hesitou e entrou em contato
com a empresária. Ele queria logo saber mais sobre
ela, conta Ina.
Hoje,
as andanças profissionais não a afastaram de outra
atividade de que gosta muito: namorar. Agora, a modelo está
com espaço garantido nas festas badaladas entre Rio e São
Paulo. E não falta em nenhuma. Está sempre ao lado
de David Maurício, estudante de hotelaria, seu namorado há
quatro anos. Detalhe: numa daquelas ironias da vida, Michelly conheceu
o rapaz dentro de um elevador. Estamos sempre juntos,
diz a modelo.
Além
de muito trabalho durante o dia e das noitadas em festas, Michelly
Machri reforçou sua conta bancária. Para se ter idéia,
só com o cachê do primeiro comercial da série
do refrigerante, a jovem comprou seu primeiro carro, um Fiat Palio
novinho em folha. E não parou por aí. A situação
financeira independente a levou a deixar o apartamento que dividia
com outras onze modelos para morar sozinha numa casa alugada no
Itaim, bairro nobre de São Paulo. Era divertido,
diz. Mas preferi tocar a minha vida. Receio de estar
só em casa, não foi problema para ela. Michelly pensou
em tudo. Comprou um labrador fêmea para guardar sua casa e
a ela própria. Ela se chama Benedita e será
minha fiel companheira.
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