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Carreira

 

Drica Moraes em múltiplas cenas
A atriz brilha no cinema e no teatro, sai do ar com o fim de Garotas do Programa mas volta como vilã em novela da Globo

Marcelo Zanini

Silvana Garzaro

Drica Moraes é uma trabalhadora. Ela não mede esforços para entrar em cena. Depois de brilhar simultaneamente no cinema, no filme Bossa Nova, no teatro, em O Rei da Vela, e na tevê, em Garotas do Programa, na Globo, a atriz se prepara para voltar no tempo. Com o fim do humorístico feminino, foi convidada para integrar O Cravo e a Rosa, novela de época, no horário das seis na emissora. Viverá uma vilã. No início de setembro, Drica entra como antagonista de Adriana Esteves, a atriz principal. Aos 30 anos, casada há seis com o diretor de tevê Régis Faria, filho do ator Reginaldo Faria, Drica só pretende desacelerar quando realizar o sonho de ser mãe. “Sonho ter uma ninhada. Quero poder imitar minha mãe”, diz ela, que tem seis irmãos. Há dois meses, quase deu largada a esse desejo. Ela engravidou pela primeira vez, mas sofreu um aborto espontâneo. Ainda não se sente à vontade para falar sobre o assunto, mas seu marido diz que ela não desanimou e tentará novamente em breve. “Drica estava estressada por trabalhar muito. E o médico recomendou repouso”, conta Régis Faria. “Agora, só precisamos nos encontrar no período fértil.”

Apesar de já estar na estrada há 18 anos e ser da safra de atores saídos do Teatro Tablado, no Rio, como Malu Mader e Teresa Seiblitz, Drica Moraes só tornou-se conhecida em 1995, como Renata, a garota do casal Unibanco, ao lado do ator João Camargo. Foram mais de 30 campanhas em cinco anos. “Até hoje as pessoas me vêem e dizem: ‘olha lá a garota do casal Unibanco!’”, lembra Drica, que tinha contrato com o banco até o ano passado. Um ano antes de estrelar o comercial, Drica conheceu seu par na vida real. Foi em 1994, num jantar com o elenco da peça Confissões de Adolescente, no Rio. O papo da conquista foi sobre saúde. Na ocasião, Faria ouviu de Drica que ela sofria de asma e fumava. Como nadador do Clube de Regatas do Flamengo, recomendou o esporte. Ela aceitou a idéia, mas continua fumando quando está nervosa.

Régis tem a mesma idade que Drica, mas ela tem certeza de que ele aparenta ser mais jovem. “Parece que tem cinco anos a menos, mas isso me excita”, diz. Mesmo assim, ela corre atrás do prejuízo. Há meses passou a fazer uma hora de esteira. “Ele é um esportista e tem uma alimentação saudável”, diz ela. Filha de Clarissa Gaspar de Oliveira, dona do restaurante Raji, no Leblon, e do arquiteto carioca Gustavo Moraes Rego Reis, ela tem como irmãos Eduardo, Alessandra, Pedro, Bruno, Diogo e Gabriel. O mais velho tem 31 anos e o caçula, dez. “É um time de futebol”, conta. Única artista da família, é cercada por fãs em casa. Por causa da profissão do pai, Drica cogitou ser desenhista. Participou da confecção de um livro de poesias, criando as gravuras que ilustram a obra.

O Cravo e a Rosa não será sua primeira atuação numa trama de Walcyr Carrasco. Na extinta TV Manchete, viveu uma vilã em Xica da Silva (1996), adaptada pelo autor para a tevê. Um ano antes, em sua estréia na telinha, atuou em Top Model, na Rede Globo. Tinha um pequeno papel como a divertida empregada Cida. Tão pequeno que o autor Antônio Calmon aceitava suas sugestões de script. “Escrevia minhas cenas e às vezes elas iam inteiras para o ar”, diz ela. No cinema, já não era uma inexperiente quando foi convidada em 1999 para fazer Bossa Nova, de Bruno Barreto, em cartaz. No filme, precisou de uma treinadora de diálogos americana para melhorar a pronúncia. “Meu inglês é macarrônico. Mas o do Antônio Fagundes é bem pior”, brinca.

A atriz lamenta o término de Garotas do Programa. Mas admite que faltava muito para a atração chegar ao caminho imaginado. “Estávamos tentando descobrir uma química”, diz. O programa não deu certo, mas ficou a amizade. “Trabalhávamos três dias por semana e formávamos uma família. Drica é um amor”, diz Zezé Polessa. Drica permanece em cartaz em São Paulo com O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, com a qual vai passar duas semanas na Europa em outubro. Também encenará em Portugal e na Espanha Melodrama, que no Brasil teve a participação de Paulo Autran e saiu de cartaz em maio. Para viajar, Drica deverá deixar os capítulos da novela da Globo gravados antecipadamente.

 

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