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Desenho
animado
South
Park: Maior, Melhor e sem Cortes
Versão longa do desenho da MTV faz troça com valores americanos
Neusa
Barbosa
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Divulgação
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| A
turma: pequenos, mas afiados |
O
único escândalo do Oscar deste ano está chegando às telas brasileiras,
em trinta cópias, a partir desta sexta 25. Trata-se de South
Park: Maior, Melhor e sem Cortes, primeiro exemplar em longa-metragem
do desenho animado produzido pela MTV. Indicada na categoria melhor
canção, a música-tema do filme, “Blame Canada”, quase foi vetada
da sonolenta cerimônia, mas acabou sendo recitada ao vivo, com todos
os seus palavrões, por uma trupe encabeçada pelo pai de família
Robin Williams.
Claro
que o humor corrosivo da série não é para todos os paladares. No
mundo de South Park, o politicamente incorreto é um lugar
que não existe e não podem haver crianças mais boca suja do que
os protagonistas, Stan, Kyle, Kenny e Cartman, todos ainda no curso
primário.
O
mundo só vem abaixo quando os pequenos subornam um mendigo para
passar por pai deles e assistem ao novíssimo filme Bundas de
Fogo, dos canadenses Terrence e Blanchard. Seu estoque de obscenidades,
já bastante robusto normalmente, triplica. Sob pressão das mães
da cidade, o governo americano declara guerra ao Canadá e a dupla
de criadores do filme é condenada à morte. A escalada de absurdos
retrata um país – os Estados Unidos – bem parecido com o da vida
real: cego diante da violência, mas histérico diante de um palavrão
incapaz de matar uma mosca. Humor corrosivo para adultos
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