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por
Marcelo Zanini
Eva
Wilma
| Beto
Tchernobilsky |
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| Eva
Wilma, em 1978, nos bastidores da peça Esperando Godot. Hoje,
ela viaja pelo sul do País com a peça Madame: estréia como produtora
de teatro |
A foto
bem poderia ser dos bastidores de um filme de Charles Chaplin, mas
foi tirada em 1978. O clima de “luzes da ribalta” escondia por trás
da carregada maquiagem dois rostos brilhantes do teatro brasileiro:
Eva Wilma e Lilian Lemmertz. As atrizes dividiam o camarim do Teatro
Faap, em São Paulo, e ali repassavam texto, faziam os últimos ajustes
de figurino e retocavam a pasta d’água. A peça era Esperando
Godot, de Samuel Beckett, naquela montagem dirigida por Antunes
Filho. “Foi um sucesso. Percorremos 17 capitais sempre com cadeiras
lotadas”, lembra a atriz, que interpretou o personagem Wladimir.
Lilian Lemmertz, que morreu em 1986, fazia Gogo. No espetáculo,
Eva Wilma fez também sua estréia como produtora de teatro. Vinte
e dois anos depois e mais de 40 de carreira, a atriz, 66, continua
encantando nos palcos e nas telas. Ela faz temporada pelo sul do
País com o espetáculo Madame, no qual interpreta Capitu,
personagem de Machado de Assis, ao lado da atriz portuguesa Eunice
Muñoz. Contratada da Rede Globo, seu último trabalho na emissora
foi a elogiada atuação no seriado Mulher. Enquanto aguarda
convites para as próximas produções da casa, Eva grava participação
no quadro Tá no Papo do programa Gente Inocente, que
irá ao ar em 15 de outubro.
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