CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 EXCLUSIVAS
 INTERNET
 CLICK
 BUSCA

Carreira

Estrela sem adereços
Vivianne Pasmanter detesta fazer ginástica, só se maquia para entrar em cena quando sua personagem exige e confessa ter medo de ficar velha demais para ter filhos

Viviane Rosalem

Leandro Pimentel
“Eu era tímida, saía da sala de aula até para tossir”, ela diz

Quem a vê correndo diariamente pela manhã na praia da Barra da Tijuca, no Rio, ou no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, não supõe que ela detesta ginástica. Mas, aos 29 anos, Vivianne Pasmanter tem um bom motivo, além de simples vaidade, para andar suando a camiseta. Desde que decidiu parar de fumar, há cinco meses, a atriz dribla, com muita malhação, a ansiedade provocada pela falta do cigarro. “Fico mais tranqüila”, ela explica. Assim como sua personagem Maria João, da novela Uga Uga, Vivianne faz o estilo simples e descontraído e é avessa aos cuidados exagerados com a beleza.

Ela só abre exceção quando seu papel exige. Foi este o caso de Bete, em Andando nas Nuvens, a desmiolada dondoquinha que interpretou no ano passado. Na época, ela pintava os cabelos, fazia as unhas e se submetia a sessões de bronzeamento artificial. Ultimamente, em dias de gravação, o único cuidado que sua personagem requer é uma rápida troca dos óculos, que corrigem três graus de miopia, por lentes de contato. “Estou achando ótimo porque não preciso chegar cedo para me arrumar. Pareço um menino, em cinco minutos fico pronta.”

CONFISSÃO GRAVADA Não é a primeira vez que Vivianne busca inspiração em seu próprio jeito de ser para construir uma personagem. Quando viveu a revoltada Malu de Mulheres de Areia, em 1993, ela se baseou em sua adolescência. Dos 13 aos 18 anos, era uma representante típica da faixa etária e tinha mania de se trancar no quarto e desabafar em um gravador portátil. Se brigasse com os pais, era capaz de ficar horas ali, falando sozinha no pequeno microfone acoplado ao aparelho, que registrava seus momentos de angústia.

Hoje, prestes a completar 30 anos, a atriz não teme crises existenciais, mas confessa uma preocupação: “Tenho medo de chegar aos 50 anos e não poder ter filhos”, diz. Ser mãe é um de seus sonhos, mas não costuma fazer planos para engravidar. “Se acontecer agora ou no ano que vem será ótimo”, diz. Vivianne gosta de bichos e sua mascote é Aylini, uma cadela da raça labrador, que ela trouxe de San Martin de Los Andes, no sul da Argentina, onde morou em 1996, quando participou da novela portenha Alén, Luz de Luna.

Casada, a atriz não revela o nome do atual marido e diz que a privacidade é importante para a tranqüilidade de sua relação. Dos namorados que teve, o público conheceu o diretor Ignácio Coqueiro – atualmente marido da atriz Christiane Torloni – e o roteirista Vinícius Vianna.


Quase sempre uma discreta habitual, a atriz também se considera tímida, característica que carrega desde a infância. Para tossir em paz, chegava a pedir para sair da sala de aula do colégio onde estudava, em São Paulo. Mas o jeito reservado não a impediu de dar uma guinada em sua vida, em 1991. Ela se mudou para o Rio sozinha, aos 20 anos, para estrear na televisão, na novela Felicidade. Na época, Vivianne cursava a Escola de Artes Dramáticas da USP e sempre passava férias em Paris, disposta a buscar referências em cinema e teatro. Encantado com sua atuação num teste de vídeo que assistira, o autor da trama, Manoel Carlos, convenceu a direção da Globo a convidá-la. “Lembro quando a mãe dela, minha amiga e artista plástica Berta, me pediu para tomar conta da Vivi porque ela era muito novinha e não conhecia nada por aqui”, conta Manoel Carlos.

Um ano antes, a atriz sofrera um trauma com a morte do pai, o engenheiro Ricardo Pasmanter, vítima de câncer. “Ele era muito apegado a mim”, conta Vivianne, que tem uma irmã mais velha, Andréa, de 30 anos. O papel de pai acabou sendo assumido informalmente por Manoel Carlos. “Temos uma relação de pai e filha”, diz o autor. Não foi à toa que ele escolheu a atriz para ser testemunha, no cartório, do registro de nascimento de seu filho caçula Pedro, hoje com 8 anos. Se dependesse do escritor, a atriz participaria de todas as suas obras. Recentemente, eles trabalharam juntos em Por Amor, novela na qual ela se destacou interpretando a neurótica Laura. “Sabia desde o início que ela seria uma estrela”, diz Manoel Carlos.

 

Leia Também

Vitória dos Senna

Boninho, diretor de No Limite, na trilha do pai

Zeca Camargo dá o pulo do gato

Um casal modelo

No páreo das duas rodas

Estrela sem adereços

Dona Marlene e seus dois maridos

No ritmo do pop brasileiro

Dublês de auditório

Nicéa arregaça as mangas

O caubói magnata

Da telinha para a telona

A volta por cima de Mateus Carrieri



| ISTOÉ ONLINE | ISTOÉ | DINHEIRO | PLANETA |ÁGUA NA BOCA |EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2000 Editora Três