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Telejornal
Jornalismo
público
Mais
informação com didatismo é o novo conceito da Rede Cultura
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Divulgação
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Alan Severiano e Luciana Camargo, do Matéria Pública
(no alto), Dafnis da Fonseca e Madeleine Alves, do Diário
Paulista, e Heródoto Barbeiro e Valéria Grillo, do Jornal
da Cultura
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Alessandro
Giannini
Sob
a bandeira da informação acima da notícia e da guerra pela audiência,
estrearam na segunda-feira 14 os dois novos jornalísticos da Rede
Cultura: Matéria Pública (segunda a sexta, 13hs) e Diário
Paulista (segunda a sexta, 18h30). Meses de discussões e testes
anteciparam o lançamento dos programas, que inauguram o conceito
do jornalismo público na emissora.
A fórmula,
que se estende a outros programas da emissora, como o Opinião
Brasil, o Jornal da Cultura e o Metrópolis, reza
que os assuntos devem ser tratados de maneira generalizada e aprofundada,
e não de forma localizada e superficial como nos telejornais convencionais.
Em
uma primeira avaliação, Marco Antônio Coelho Filho, diretor de jornalismo
da emissora, classificou a estréia como satisfatória. “Conseguimos
trabalhar com competência média a questão do conteúdo, mas estávamos
nos preparando para isso há dois anos”, disse. “Quanto ao formato,
temos ainda muito a acertar, mas mostramos que é possível fazer
um telejornal diferente.”
Coelho
Filho acertou em cheio. Tanto Matéria Pública, apresentado
por Alan Severiano e Luciana Camargo, com foco nos assuntos da cidade
de São Paulo, quanto Diário Paulista, apresentado por Madeleine
Alves e Dafnis da Fonseca, centrado nas questões do Estado e do
Interior, conseguiram diversificar a pauta, aprofundando-se em assuntos
como a invasão de privacidade e a violência na televisão. Mas ainda
há muito o que trabalhar com relação ao novo formato, que se pretende
mais informal e diferente da sisudez habitual vista em outros canais.
A idéia
geral de um novo formato é mostrar ao espectador como é o ambiente
onde os telejornais são feitos – por isso, em todos os programas,
a redação foi transformada em cenário real e não usada apenas como
um pano de fundo. Outro elemento importante nessa questão é a maneira
como as reportagens são apresentadas, tentando fugir ao habitual
plano americano vigente na maior parte dos programas jornalísticos.
Para chegar à forma ideal, ainda há um longo caminho a percorrer.
A
estrada é longa
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